Wagner descarta hipótese de renúncia da presidente Dilma

Com uma crise política no Congresso Nacional e a imagem da presidente Dilma Rousseff (PT) fragilizada, muito se noticiou na última semana de que a petista não aguentaria a pressão e cederia a uma renúncia da chefia do Planalto. Em conversa com a equipe do Bocão News neste sábado (8), o ministro da Defesa, Jaques Wagner (PT), descartou qualquer possibilidade.

“Não existe renúncia no dicionário da Dilma. As pessoas estão especulando, metindo, inventando… Eu acho que estão fazendo uma política de baixo nível. Tem que ser feita pela oposição uma política de alto nível que seria aquela de apresentar proposto de como se faria melhor e não só criticar e deixar que o povo decida pelo voto, por exemplo”, disse.

Já sobre a especulação de um possível ministério ao ex-presidente Lula (PT), Wagner não confirmou, mas também não negou. “Ele pode exercer qualquer papel, pois ele tem mérito para isso”, finalizou.


Neto pode ir para PSDB se legenda aceita-lo como candidato ao governo

Segunda, 10 de Agosto de 2015 – 07:25

NETO PSDB
O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), além do PDT e do PMDB, está em namoro também com o PSDB.  De acordo com informações do colunista Anselmo do jornal O Globo, esta última aliança só sai se ele for candidato ao governo baiano em 2018.
Em junho deste ano, o prefeito participou da Convenção Estadual do PSDB e aumentou os rumores sobre a sua filiação na legenda. Tucanos ouvidos pela reportagem do Bocão News asseguraram que não há nenhuma conversa neste sentido. Se mostraram, porém, favoráveis à vinda do demista para o partido.
Na oportunidade, ele foi o único demista que falou na convenção. Em um discurso maior do que de alguns tucanos, quase 15 minutos, o gestor municipal teceu elogios à legenda.
Ao Bocão News, não descartou uma filiação no PSDB. “Eu me sinto muito em casa aqui nesta convenção”, disse ACM Neto, acrescentando que “a gente comunga dos mesmos princípios e as esperanças para o Brasil, a Bahia e Salvador”. Na convenção, o demista recebeu um convite aberto do deputado federal Antônio Imbassahy para entrar no ninho tucano. “Pense no PSDB”, disse o parlamentar.

Para recompor base, Dilma fará reunião com aliados

Segunda, 10 de Agosto de 2015 – 07:15  Por Csenna

dilma crise                                                                    Foto: Lula Marques/ Agência PT

Diante do agravamento da crise, a presidente Dilma Rousseff decidiu chamar todos os presidentes e líderes dos partidos da base aliada para conversar durante esta semana. A decisão foi tomada após reunião com o grupo da coordenação política do governo. Ao todo, 13 ministros, o vice-presidente da República, Michel Temer, e dois líderes petistas no Congresso participaram do encontro realizado neste domingo (9) à noite no Palácio do Alvorada. Na semana passada, o Planalto foi surpreendido com o anúncio de rompimento feito por dois partidos da base aliada, que juntos somam 44 deputados na Câmara. Lideranças do PTB e PDT disseram que não iriam mais seguir as orientações do governo, alegando falta de diálogo. “A presidente quer dialogar com todos os partidos da base. Nós reconhecemos as dificuldades políticas que estamos enfrentando, mas temos a confiança que essas dificuldades serão superadas com diálogo”, afirmou o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva. O esfacelamento da base aliada foi o principal assunto da reunião. O diagnóstico foi direto: é preciso recompor a base, formada por nove legendas, para garantir a governabilidade. Segundo Edinho, as conversas serão realizadas separadamente com cada partido. “Nós temos que dialogar com os partidos, temos 362 deputados e a gente perdeu eles, agora teremos que recuperá-los”, relatou um outro ministro presente na reunião. A presidente também vai fazer um novo gesto de aproximação ao Senado. Na noite desta segunda-feira, ela vai receber os principais nomes da Casa para um jantar no Alvorada. A expectativa é que Dilma consiga o apoio dos senadores, em especial do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), para barrar o avanço das pautas que prejudicam o ajuste econômico. Para o ministro da Comunicação Social, os parlamentares têm que agir com “responsabilidade” nas votações e levar em conta o “interesse do país e do povo brasileiro”. Segundo ministros presentes no encontro, Temer pediu a palavra assim que a presidente terminou de falar. Essa foi a primeira reunião do grupo após o vice, que também é o articulador político do governo, ter dito em público que o país precisava de “alguém que tenha a capacidade de reunificar a todos”. A fala foi vista com desconfiança por petistas diante da possibilidade da abertura de um pedido de impeachment contra Dilma.


CAMPEONATO BRASILEIRO

Domingo, 09 de Agosto de 2015 – 10:11 ,por Csenna

Cunha diz que não tem culpa por ‘fragilidade’ do governo

Domingo, 09 de Agosto de 2015 – 10:04 ,por Csenna                            Foto Divulgação EDUARDO DF

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou que esteja trabalhando para fragilizar a presidente Dilma Rousseff com a abertura de CPIs incômodas e votações de “pautas-bomba”. “A tentativa de alguns de me colocar como vilão das contas públicas por retaliação ao governo não tem amparo na realidade dos fatos. Sei bem os riscos que sinais equivocados podem causar na avaliação do grau de investimento do país e não compactuo com isso. É preciso parar de especular e tratar as coisas com mais seriedade”, escreveu Cunha em sua conta no Twitter. “Tentar esconder a real situação de fragilidade do governo sem base na Câmara me culpando pelas suas derrotas é querer não enfrentar o problema. A verdade nua e crua é que não existe base do governo”, disparou o deputado. Ele transferiu a responsabilidade por medidas como o reajuste de salários de advogados, defensores públicos e delegados na semana passada. “Presidente da Câmara não é o dono da Câmara e nem do voto dos deputados”, afirmou.


Rui propõe debater modelo de licitação ao comentar CPI na Assembleia Legislativa

Quando indagado sobre a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para investigar as obras paralisadas desde a gestão do governador Jaques Wagner (PT), o atual chefe do Palácio de Ondina, Rui Costa (PT), ao Bocão News, não se ateve muito nas críticas ou justificativas quanto o assunto. O petista, de imediato, propôs aos parlamentares um diálogo a respeito da mudança das leis de licitações que, segundo o chefe do Executivo baiano, atrapalha as conduções das construções.  “Quem tem mais pressa para retomar as obras paralisadas sou eu”, afirmou Rui.

“Eu acho que os nossos deputados podem discutir juntos com os federais uma mudança na lei de licitação desse País. Existe uma reclamação geral em torno disso. Por exemplo: você lança uma licitação para uma empresa X, Y ou Z. Os técnicos calculam que a obra custa 100 e vai lá e entra uma com 80 para ganhar. Todo mundo sabe que ela não vai conseguir dar conta da construção com esse valor. E nós não podemos cancelar a licitação, pois depois a imprensa vai lá e diz que o governador quer cancelar uma obra que uma empresa se dispôs a fazer mais barato”, explicou.

De acordo com Rui, com essa situação, após três meses de iniciadas as obras, as empresas vão embora e as paralisam. “Nós demoramos um ano para poder licitar uma obra de novo, principalmente quando tem recursos federais. Eu tenho que atualizar planilha, mandar para Ministério, para de lá chegar novas documentações e realizar o ato. Defendo que a lei de licitação mude e seja mais rigorosa para punir empresários que iniciam uma obra com preços baixos e acabam abandonando e entrando em outras construções e eu como gestor não posso fazer nada”, finalizou.

A CPI – Apelidada de CPI da Wagareza, a comissão foi criada para investigar o atraso de 193 obras no estado, durante o governo Wagner. Foram necessárias 21 assinaturas e a oposição angariou 22. Os parlamentares alegam que as paralisações já consumiram R$ 2 bilhões, sendo que deste, R$ 67 milhões são apontados as construções escolares.


Temer tenta entregar articulação do governo, mas Dilma rejeita: ‘Michel, você fica’

Sexta, 07 de Agosto de 2015 – 10;35pm Por Csenna
Temer tenta entregar articulação do governo, mas Dilma rejeita: ‘Michel, você fica’

Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil
O vice-presidente da República Michel Temer (PMDB) teria informado que irá deixar a articulação política do governo de Dilma Rousseff (PT), de acordo com a Valor Pro. De acordo com a agência de notícias, Temer afirmou que “já cumpriu o seu papel” no cargo, que oficialmente pertence a Eliseu Padilha e o PMDB. O vice argumentou com a presidente que não queria causar transtornos para o governo, e que, se estivesse atrapalhando, poderia deixar a articulação política que assumiu em março. Isso não significaria, contudo, um rompimento do PMDB com o governo de Dilma. De qualquer forma, segundo a Folha de S. Paulo, a presidente rejeitou a proposta do vice-presidente. ”Michel, você fica”, teria dito Dilma, segundo assessores do governo.

Para estancar crise política, petistas cogitam Lula como ministro

por Csenna  Foto Arquivo

lula 13

Com o agravamento da crise política, passou a ser avaliada no Palácio do Planalto a possibilidade de nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um cargo de ministro do governo Dilma Rousseff.

Essa tese já é defendida por alguns interlocutores de Dilma e do próprio Lula. O temor é que isso teria um efeito colateral: Dilma teria o seu poder presidencial completamente esvaziado.

Mas, para petistas, isso poderia garantir a governabilidade mínima para os próximos anos, por causa da capacidade de articulação política do ex-presidente. Ele tem mais trânsito com o Congresso e poderia fazer uma blindagem do governo. Nesse cenário, os dois cargos considerados mais apropriados para Lula, avaliam petistas, são os ministérios das Relações Exteriores e o da Defesa. Isso porque comandam carreiras de Estado que seriam mais apropriadas para um ex-presidente.

Caso passe a integrar o primeiro escalão, Lula também ganhará foro privilegiado – alguns petistas temem que o ex-presidente vire alvo da investigação da Operação Lava Jato.


Dilma já teria redigido renúncia à Presidência, diz CH

7 de agosto de 2015, 01:16 por Csenna   Foto Reprodução

BADILMA 13 PTA presidente Dilma Rousseff (PT) já teria preparado uma carta de renúncia, segundo fontes do Palácio do Planalto, relata o portal Diário do Poder, do jornalistas Cláudio Humberto. Segundo ele, as mesmas fontes garantem que a carta não foi um ato solitário. A petista teria contado com a ajuda de dois dos seus ministros mais próximos: Aloizio Mercadante (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça), apesar de ambos serem contrários à ideia da renúncia. Confirmada a renúncia de Dilma, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assumiria imediatamente o comando do Executivo, diz CH.


Sandro Régis diz que Rui ainda está sob expectativa da população

07 de agosto de 2015, 1:06 por Csenna  Foto Divulgação

SANDRO

O líder da Oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Sandro Régis (DEM) afirmou que o Brasil caminha, hoje, para um ‘buraco muito grande’. “É uma crise política, econômica, moral. O Brasil vive um momento muito difícil aos olhares do mundo”, disse. Questionado sobre a atuação do governador Rui Costa, o democrata comentou a última pesquisa divulgada –  onde Rui tem a aprovação de 57,1% dos baianos – e afirmou que o governador ‘ainda está sob a expectativa da população’. “Qualquer governador com seis a sete meses aina está sob a expectativa. Não é que ele tenha feito um governo espetacular, porque não foi feito. Não se vê nada de mudanças. Os baianos ainda aguardam”. Régis destacou ainda a atuação da Oposição na Casa legislativa. “Hoje temos uma bancada com seis partidos e fazemos um grande trabalho. No primeiro semestre chegaram poucos projetos do executivo e nós ficamos atentos. Agora, montamos uma agenda de fiscalização”, explicou.