Após reforma, PMDB pode ocupar um terço dos ministérios

Terça, 11 de Agosto de 2015 – 08:27  por CsennaApós reforma, PMDB pode ocupar um terço dos ministérios

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil
Apesar de setores do partido serem abertamente contra o governo federal, o PMDB, além de continuar na base de Dilma Rousseff (PT), deve insistir para continuar com seis ministérios – mesmo que haja um corte no número de pastas. De acordo com a coluna Radar Online, da revista Veja, o grupo que ainda orbita em torno do vice-presidente Michel Temer crê que é inevitável que o partido perca ao menos duas pastas. Porém, o grupo de Eduardo Cunha não abre mão dos seis ministérios atuais – apesar do próprio Cunha ter apresentado uma PEC para reduzir o número de ministérios para 20.  Com isso, o PMDB seria, além de responsável pela articulação política, dono de um terço da Esplanada – isso, é claro, se a redução for mesmo para algo entre 24 e 29 ministérios.

TSE deve julgar na quinta ação que pede impugnação de mandato de Dilma

Terça, 11 de Agosto de 2015 – 08:10  por Csenna  –                            Foto: Divulgação

TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar na próxima quinta-feira (13) uma ação de impugnação do mandato da presidente Dilma Rousseff. O tema está previsto na pauta do Plenário da Corte eleitoral e foi proposto pela Coligação Muda Brasil, pela qual o senador Aécio Neves (PSDB-MG) concorreu às eleições presidenciais no ano passado. A relatora do caso, a ministra Maria Thereza de Assis, rejeitou monocraticamente o pedido em fevereiro deste ano, mas o tema foi levado ao Plenário em março, após recurso apresentado pelo PSDB. O julgamento foi interrompido por pedido de vista (mais prazo para analisar) do ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do TSE. Ao negar o pedido feito pelo PSDB para cassar o diploma da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer para o mandato iniciado neste ano, Maria Thereza argumentou que os tucanos apresentaram “de forma genérica supostos fatos ensejadores de abuso de poder econômico e fraude” e não apresentam “indício de prova que pudesse justificar o prosseguimento de ação tão cara à manutenção da harmonia do sistema democrático”. O partido argumenta na ação que houve abuso de poder político na campanha de Dilma, com convocação de rede nacional de rádio e televisão, manipulação na divulgação de indicadores sociais, uso indevido de prédios e equipamentos públicos para atos próprios de campanha e veiculação de propaganda institucional em período proibido. Além disso, o PSDB aponta a existência de suposto abuso de poder econômico com realização de gastos de campanha acima do valor limite, financiamento de campanha com doações oficiais “contratadas pela Petrobras como parte da distribuição de propinas”, entre outros. Além da ação que será julgada na quinta, o TSE tem hoje outras três ações apresentadas pelo PSDB com pedidos semelhantes, que poderiam levar à cassação do diploma da presidente.Fonte estadão


Governo promete Ministério do Trabalho para PDT voltar à base na Câmara

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil Segunda, 10 de Agosto de 2015 – 20:30 por Csenna

pdt de volta                                                                             Carlos Lupi, presidente do PDT

Na tentativa de reconquistar o apoio do PDT na base governista na Câmara dos Deputados, a articulação política de Dilma Rousseff (PT) sinalizou disposição a entregar o Ministério do Trabalho ao partido. A concessão seria ainda com a conhecida “porteira fechada”, de acordo com a coluna Expresso, de Época. O jargão é utilizado quando uma sigla tem o direito de indicar o ministro e as secretarias vinculadas a uma pasta. O governo também está disposto a demitir Manoel Dias tão logo o PDT se entenda internamente e apresente o nome de um substituto. Apesar do interesse, na bancada da Câmara os parlamentares parecem pouco dispostos a se reaproximar da presidente Dilma


Decisão da “CPI da Wagareza” pode sair nesta terça-feira

jw

Os deputados estaduais da oposição aguardam ansiosos pela aprovação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar obras atrasadas durante a gestão do ex-governador Jaques Wagner. A decisão da “CPI da Wagareza” deve sair nesta terça-feira (11). Porém, é o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo, quem vai decidir sobre o deferimento ou indeferimento do grupo.

“Pedi o parecer ao setor jurídico da Casa, porque CPI não é brincadeira. Vou decidir com base no jurídico e na minha consciência”, disse Nilo nesta segunda-feira (10). Para a criação da comissão são necessárias 21 assinaturas, as quais foram conquistadas pela oposição.

O grupo quer investigar para onde foram destinados os recursos que seriam aplicados em obras na Bahia. De acordo com um levantamento obtido pelo Bocão News, mais de 340 construções no estado estão paralisadas ou atrasadas. São custos que ultrapassam mais de R$ 2 bilhões. Dentre elas, estão 192 obras em escolas que somam R$ 200 milhões.

O proponente da CPI, deputado Luciano Simões (PMDB), não foi localizado para falar assunto.

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Sem PL, pedetistas devem permanecer na legenda até 2016

Ainda em fase de recriação, o Partido Liberal pretende abrigar oito deputados estaduais e 47 prefeitos do PDT na Bahia. No entanto, caso a legenda não desponte, eles devem continuar em sua sigla de origem até as eleições em 2016. O arquivamento de registro do PL pelo Tribunal Superior Eleitoral, na semana passada, faz com que o principal articulador da legenda no estado, Marcelo Nilo, planeje estratégias até outubro próximo – prazo máximo de criação de partidos. Em almoço com jornalistas, nesta segunda-feira (10), o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia disse que o Partido Liberal tem 80% de chances de disputar o pleito em 2016, contudo, caso não seja concebido, poderá ir sozinho para a nova legenda.

O grupo que organiza o PL a nível nacional deve entregar, nesta segunda-feira, mais 500 mil assinaturas de apoiamento para novo registro no TSE. Antes do arquivamento, o grupo conseguiu entregar 67.924 assinaturas consolidadas e 99.703 certificadas, totalizando 167.924 assinaturas. A greve do Judiciário foi a justificativa para o impedimento de validação. Na Bahia esse número sobe de 11 mil para 23 mil assinaturas consolidadas.

“Tenho 99% de certeza que o PL será criado, mas para participar dessa eleição é de 80%. Caso não ocorra eu vou sozinho para o PL, porque não me considero mais dentro do PDT, e não tenho a preocupação de participar dessa eleição”, disse Nilo. O presidente da Alba mira o Senado em 2018.

Contudo, a estratégia – caso o PL não esteja oficializado até outubro próximo – é que os parlamentares e prefeitos continuem no PDT para não perderem seus direitos políticos. No entanto, a tática pode fortalecer o palanque do prefeito ACM Neto (DEM), na capital baiana, em que recebe o apoio oficial do partido. Outra estratégia que pode minar é a divisão de cargos. Atualmente dois pedetistas compõem o primeiro escalão do governo Rui Costa – Paulo Câmera na Secretaria de Agricultura e Nestor Duarte na Administração e Ressocialização. Inclui-se também as cadeiras no segundo escalão. Porém, segundo Nilo, os cargos são de cotas pessoais e não do partido, indo, automaticamente, para a cota do PL


Nilo avalia que Josias Gomes falhou ao não conseguir manter Alan Sanches na base

Segunda, 10 de Agosto de 2015 – 14:33   Foto Reprodução / por Csenna .

nilo alan
Nesta segunda-feira (10), em almoço para jornalistas, no balanço das atividades do primeiro semestre da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o presidente Marcelo Nilo criticou a falta de habilidade do secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, por não conseguir manter o deputado estadual Alan Sanches (PSD) na base. Para o presidente do Legislativo, o governo pecou em demorar para chamar o pessebista para conversar. “Ele teve as razões dele. Eu avisei. Prometeram dar cargos e não deram, e demoraram para chamar e conversar. Quando chamaram já era tarde e ele já estava com Neto. Eu avisei” , afirmou Nilo.
O presidente da Assembleia ainda comparou com a própria situação. “Todo mundo sabe que eu estava magoado. Mas as coisas se resolveram. Alan Sanches não merecia. Mas continuaremos amigos”, disse Nilo.

Funcionários da GM iniciam greve na fábrica de São José dos Campos

Atualizado em 10/08/2015 12h36 por Csenna 

greve gmTrabalhadores da General Motors aprovaram em assembleia nesta manhã uma greve após as demissões que ocorreram sábado (8) (Foto: Nilton Cardin/Estadão Conteúdo)

Cerca de cinco mil funcionários da fábrica da General Motors (GM) em São José dos Camposentraram em greve por tempo indeterminado na manhã desta segunda-feira (10). A greve foi aprovada em assembleia no início da manhã em protesto contra as demissões feitas pela montadora no último sábado (8).

Até a manhã desta segunda-feira, o número de demissões não havia sido confirmado pela empresa, mas o Sindicato dos Metalúrgicos estima que cerca de 250 funcionários tenham sido demitidos. Além da paralisação, todos os operários demitidos foram orientados a não realizarem o exame demissional.

Antes mesmo da greve ter sido aprovada, todas as portarias da fábrica da GM em São José dos Campos estavam bloqueadas por representantes do Sindicato dos Metalúrgicos. Com a paralisação geral aprovada, o sindicato busca a anulação das demissões anunciadas pela montadora e garantir a estabilidade no emprego.

Atualmente, a unidade de São José, que já chegou a empregar mais de 8 mil pessoas, tem cerca de 5 mil funcionários. São fabricados cerca de 180 carros diariamente na unidade, segundo o sindicato. A fábrica produz os modelos S10 e Trailblazer.

Crise
As demissões foram feitas por meio de um telegrama enviado pela empresa aos funcionários na manhã deste sábado. No texto, a empresa credita as demissões ao momento negativo do mercado automobilístico e comunica que o “contrato de trabalho está sendo rescindido sem justa causa”.

Ao todo, cerca de 750 operários da unidade estavam em layoff (suspensão temporária de contratos) e deveriam ter retornado à fábrica na segunda-feira (10) – os funcionários demitidos não fazem parte deste grupo.

Leia a íntegra da nota enviada pela GM no último sábado (10)
“A GM informa que esgotou todas as alternativas para evitar demissões no Complexo Industrial de São José dos Campos, incluindo férias coletivas, layoff, banco de horas e programas de desligamento voluntário.

No entanto, essas medidas não foram suficientes diante da expressiva redução da demanda no mercado brasileiro, que registra queda em torno de 30% desde janeiro do ano passado. Os desligamentos realizados têm como objetivo adequar o quadro da empresa à atual realidade do mercado, visando resgatar a competitividade e viabilidade do negócio.” Fonte Do G1


Em meio à crise de Dilma, Ciro Gomes detona ‘ajuda’ de Lula e Joaquim Levy

Segunda, 10 de Agosto de 2015 – 13:40 por Csenna

ciro goves                                                             Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

Atualmente sem um cargo público, o ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (Pros), teceu duras críticas às intervenções que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito no governo de Dilma Rousseff. De acordo com ele, além de “todas as intrusões de Lula tem sido muito ruins”, o petista estariam “conspirando e dando sustos” em Dilma de forma que não acalma o ambiente político nacional. “Se estivesse se preservando, uma palavra dele [Lula] seria muito importante agora”, disse Ciro a Fernando Rodrigues, do Uol. O ex-ministro da Integração Nacional de Lula acredita que “está em marcha um golpe” que “vai tornar o país ingovernável por uns 20 anos”, pois a população está se sentindo traída e engana por Dilma, Lula e o PT. Além disso, ele criticou a equipe que a presidente montou para auxiliá-la: “Joaquim Levy [atual ministro da Fazenda] é uma boa pessoa para ser tesoureiro. Ele está construindo uma erosão fiscal sem precedentes. Nesse ritmo, as reservas do país duram só um ano e meio”, disparou. Ciro Gomes ainda deu uma sugestão sobre como Dilma poderia lidar com a crise. “Deveria ‘apagar a luz’ no mercado de câmbio e deixar flutuar a cotação do dólar. Abaixar a taxa de juros drasticamente. O cenário da inflação fica imponderável, mas não é que a inflação vai necessariamente subir”, afirmou.


Pinheiro pensa em vice de Neto em 2016 ou 2018

Foto: Ag. Senado/Arquivo  10 de agosto de 2015, 8:27 Por Csenna

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Andam mais avançadas do que o PT imagina as conversas do senador petista Walter Pinheiro com o grupo do prefeito ACM Neto (DEM). foi o prefeito que recomendou ao senador o ingresso no PDT, partido da sua base que é comandado na Bahia pelo deputado federal Félix Mendonça Jr.

A saída do senador do PT seria seu passaporte para entrar nas discussões sobre a chapa de ACM Neto (DEM) à sucessão de 2016, quando o prefeito disputará a reeleição. Há quem diga que, num partido da base, Pinheiro estaria em condições de igualdade com outros nomes do grupo de Neto para negociar sua indicação a vice.

Aliás, quem conversou com o senador acha que este seria seu objetivo ao migrar para o PDT, porque o vice de Neto vai assumir um mandato de quase de três anos na Prefeitura, uma vez que o prefeito irá se desincompatibilizar do cargo para concorrer ao governo do Estado contra Rui Costa, em 2018.

Entretanto, como Neto se inclina a montar uma chapa com alguém mais próximo dele tanto pessoal quanto politicamente, tudo indica que Pinheiro poderá ter que adiar o projeto para 2018, quando termina seu mandato no Senado e ele poderá também disputar a candidatura a vice na chapa de Neto.Fonte PLivre


O ‘bolsa habeas corpus’, por Josias de Souza

10 de agosto de 2015, 8:18 por Csenna              Foto: Agência Brasil

lula ministro pt                                             O ex-presidente Lula pode ser o mais novo ministro de Dilma

O segredo para quem deseja acompanhar o noticiário político é manter sempre à mão, como um comprimido de Isordil, uma dose de ceticismo. Ninguém está livre do risco de sofrer um infarto. Ou de sentir as dores da decepção de descobrir que apoiou o Lula sem saber que estava apoiando os afilhados de Fernando Collor na Petrobras e os negócios do consultor José Dirceu. Um cético jamais se deixará surpreender pelo absurdo. Como a notícia de que o petismo deseja fazer de Lula um ministro de Dilma. Alega-se que, em tempos de guerra contra o impeachment, Lula na Esplanada seria a garantia de que não faltará comando à infantaria do governo. Lorota. Além de realçar o raquitismo político de Dilma, o argumento ofende a inteligência do brasileiro. Ninguém ignora que Lula já é o poder de fato em Brasília. Em verdade, deseja-se retirá-lo do raio de ação do doutor Sérgio Moro. Ministro, Lula passaria a dispor de foro privilegiado. E o juiz da Lava Jato não poderia mandar prendê-lo.

A esse ponto chegou o PT: sitiado por delatores, o partido vive a neurose do que está por vir. E teme que seu grande líder, estalando de autoridade moral, vá fazer companhia atrás das grades ao “dinheirista” José Dirceu e ao “pixuleco” João Vaccari Neto. Deve-se o pânico às interrogações que boiam na atmosfera. Que revelações fará Renato Duque em sua delação? Marcelo Odebrecht abrirá o bico? O silêncio de Leo ‘OAS’ Pinheiro resistirá à primeira sentença condenatória? No final de fevereiro, Lula estrelou um ato “em defesa da Petrobras”, no Rio de Janeiro. Ao discursar, insinuou que a estatal petroleira virou escândalo pelas mãos de uma “elite que não se conforma com a ascensão dos mais pobres.” Pintou-se para o confronto: “Eu quero paz e democracia, mas se eles querem guerra, eu sei lutar também.”

Nesse dia, Lula prometera cruzar o país em defesa da Petrobras. Mas não tem viajado. O programa de milhagem da Air Odebrecht micou. Ele aconselhara Dilma a “levantar a cabeça”. Chegara mesmo a apresentar-se como exemplo: “Sou filho de uma mulher analfabeta, de um pai analfabeto. E o mais importante legado que minha mãe deixou foi o direito de eu andar de cabeça erguida. E ninguém vai fazer eu baixar a cabeça neste país. Honestidade não é mérito, é obrigação.” É sempre reconfortante saber que Lula, avalista das nomeações dos petrogatunosque pilharam a Petrobras, continua sendo a pessoa mais honesta que ele conhece. Nessa condição, não precisa se esconder do juiz Moro numa trincheira ministerial. Sua nomeação para o ministério corresponderia ao lançamento de um programa novo: o ‘Bolsa Habeas Corpus’. Coisa nunca antes vista na história desse país. Seria quase tão humilhante quanto o xilindró. Fonte JSouza, BJ.