Eleições 2018:Lula deve aparecer nas pesquisas mesmo sem poder ser candidato

Sexta feira 10 de Agosto por CSenna via G1

Veto do TSE às sondagens com Haddad deixará o eleitor em situação bizarra.

Os candidatos à Presidência Geraldo Alckmin, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Luiz Inácio Lula da Silva e Marina Silva (Foto: José Cruz/Agência Brasil; Fátima Meira/Estadão Conteúdo; Walterson Rosa/Estadão Conteúdo; Charles Sholl/Raw Image/Estadão Conteúdo; Sérgio Castro/Estadão Conteúdo)

Incluir o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas eleitorais poderia até fazer sentido meses atrás. A esta altura, não faz nenhum, pois o candidato real do PT será o ex-prefeito Fernando Haddad.

Ainda assim, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá vetar as pesquisas feitas com o nome de Haddad enquanto não tiver impugnado a candidatura Lula – e o nome de Lula estiver temporariamente registrado como candidato.

Entre o próximo dia 15 e a data da impugnação, prevista para antes do início do horário eleitoral gratuito na TV, no dia 31, o país estará, portanto, diante de uma situação bizarra. O organismo legalmente encarregado de garantir que o cidadão tenha acesso à melhor informação possível sobre o desempenho dos candidatos garantirá a pior possível: pesquisas com um candidato irreal.

O poder de transferência de votos de Lula para Haddad é uma das maiores incógnitas no cenário eleitoral atual. O PT acredita que. quanto mais estender a pseudo-candidatura de Lula, mais Haddad se beneficiará.

É uma estratégia arriscada, ou mesmo equivocada, já que o eleitor precisa conhecer o candidato real na urna eletrônica para votar, e a campanha terá de ser feita em torno da chapa Haddad-Manuela D’Ávila.

Mesmo que o PT esteja iludido pela manobra de Lula, a manutenção do nome dele nas pesquisas só contribui para reforçar essa estratégia. Na prática, mesmo que por quinze dias, o TSE estará fazendo o jogo do PT.

Como deverão reagir os institutos de pesquisa se forem obrigados a incluir o nome de Lula no lugar de Haddad? Há três alternativas. A primeira é o TSE autorizar a realização de pesquisas em vários cenários até a homologação das candidaturas. Nesse caso, o eleitor teria a pequisa imaginária com Lula, mas não seria privado da informação da situação real, com Haddad.
Fonte e informações via G1

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