Fim do foro privilegiado: Otto e Lídice são favoráveis; Muniz evita se posicionar

Quinta, 20 de Abril l, por Juliana Ribeiro

Otto Alencar, Roberto Muniz e Lídice da Mata | Foto: Montagem

As explosivas delações da Odebrecht, que originaram a lista do ministro Edson Fachin com pedidos de abertura de inquérito para investigar a participação de políticos com foro privilegiado, trouxe à tona novamente dois temas que podem ser interpretados como uma reação à sacudida no mundo político trazida pela Operação Lava Jato: a reforma política e o fim do foro privilegiado. Quanto ao fim da prerrogativa de foro especial para autoridades brasileiras, uma Proposta de Emenda à Constituição de autoria do senador Álvaro Dias (PV-PR) tramita no Senado e ganha, cada vez mais, o apoio da população brasileira. Na avaliação do senador baiano Otto Alencar (PSD-BA), o momento trazido pela lista de Fachin é apropriado para se aprovar a PEC. De acordo com o social-democrata, os processos da Lava Jato que estão no Supremo Tribunal Federal (STF) – e podem ter o número acrescido pelos procedimentos instaurados contra os citados nas delações da empreiteira – não vão ser “julgados nunca” na Corte caso o foro privilegiado continue a valer. “Eu votarei pelo fim do foro. É um absurdo alguém conquistar um mandato e, por isso, ser diferenciado de outro que não tem mandato. Isso é coisa antiga”, criticou em entrevista ao Bahia Notícias. Questionado se os colegas citados nas colaborações não poderiam criar um movimento pela própria salvaguarda, já que os processos no STF costumam correr em ritmo mais lento do que em instâncias inferiores, o senador tergiversou. “Eu não sei. Cada um vai ser responsável por seu voto. A população tem que observar quem teme, ou não, a Justiça”, tangenciou. O senador fez elogios aos efeitos produzidos pela Lava Jato, como prisão de políticos e empresários acusados de crimes ligados à corrupção, mas ponderou que o fim do foro privilegiado poderia ajudar a acelerar o julgamento de processos e “acabar com essa insegurança jurídica que ajuda a prejudicar a economia”. Já o senador Roberto Muniz (PP-BA) relembrou que o fim do foro privilegiado não atinge somente políticos, mas também cerca de 22 mil autoridades, como juízes e membros do Ministério Público. Na avaliação dele, o foro “não nasceu para proteger pessoas, e sim para proteger funções”. Ele demonstrou cautela ao se posicionar em relação à proposta, justificando que ela ainda deve passar por votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, por isso, deve-se aguardar o relatório final do relator Randolfe Rodrigues (Rede-AP). “Você tem algumas questões deste momento delicado, que a gente tem que tomar cuidado para que citações a políticos não venham criminalizar a política. Eu sou contrário ao foro para quem fez coisa errada. Se for foro para privilégios, eu discordo. Para me posicionar, prefiro me posicionar em cima de uma matéria que tenha lido. Está todo mundo muito focado no que vai acontecer com a política, mas são mais de milhares de funções com foro”, ponderou. Alvo de inquérito na Lava Jato, autorizado por Fachin, que é relator da operação no STF, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) se manifestou a favor do fim do foro. “Sou totalmente a favor. Minha posição sempre foi essa”, disse, por meio de sua assessoria. Aprovado em novembro do ano passado na CCJ, o texto precisará passar por uma nova análise do colegiado após os senadores aprovarem no início deste mês um requerimento para que a matéria passe a tramitar em conjunto com outra PEC sobre o mesmo tema, do senador Acir Gurgacz (PDT-RO). Ainda não há previsão para que a matéria seja apreciada pela comissão.


STF MARCA PARA O DIA 3 JULGAMENTO QUE PODE AFASTAR FERNANDO PIMENTEL

Quarta feira 19 de Abril, por Juliana Ribeiro //Foto: ED FERREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

MINISTROS DO STF DECIDEM SE GOVERNADOR DE MINAS SERÁ AFASTADO


Paulo Azi diz que Lava Jato torna 2018 inviável para Rui e

Quarta, 19 de Abril por Juliaba Ribeiro// Foto: Divulgação/Arquivo

Paulo Azi reagiu a avaliação de Jaques Wagner de que ACM Neto seria prejudico pela Lava Jato

“O ex-governador Jaques Wagner precisa explicar o caso da dívida da Cerb, que, para ser quitada, ele teria cobrado uma propina de R$ 30 milhões para a campanha do governador Rui Costa, segundo o delator Claudio Mello Filho da Odebrecht”, reagiu agora há pouco o deputado federal Paulo Azi (DEM), ao tomar conhecimento de que, durante reunião do Conselho Político do governo Rui Costa, esta semana, em Salvador, o atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico disse que o prefeito ACM Neto (DEM) seria o maior prejudicado com citações na Operação de investigação do maior esquema de corrupção já descoberto no país. Além disso, disse Azi, “Rui é investigado pela Polícia Federal por ter recebido R$ 700 mil da OAS na campanha de 2014, escamoteado como trabalho publicitário. São situações que prejudicam 2018 para o petista”. O deputado democrata observou que “a obscura transação da qual o ex-governador Jaques Wagner é acusado de realizar “é apenas um dos escândalos que estão vindo à tona na Bahia, durante o período petista, pela operação Lava Jato”. Para o parlamentar, “Wagner deveria se preocupar com a justiça e não com eleição. Mas eles morrem de medo da candidata de ACM Neto”, disse Azi.


Otto se opõe a Wagner: ‘Não vou disputar Senado de novo. Ponto final’

Quarta, 19 de Abril por Camila Matos //Foto Manu Dias/AGECOM

Senador garantiu ainda, em entrevista ao bahia.ba, a permanência de Fernando Torres tanto na Sedur quanto no PSD

O senador Otto Alencar (PSD) descartou, nesta quarta-feira (19), a tese apresentada pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT), de que o parlamentar dispute o Senado novamente em 2018, apesar de ter mais quatro anos de mandato, para “fortalecer” a chapa de Rui Costa (PT), que será candidato mais uma vez ao Palácio de Ondina.

“Não tem porque eu, com mandato de senador, disputar outro mandato de senador. Seria redundância política. Eu agradeço a ele [Wagner] a lembrança. Faz isso mais por amizade, até por brincadeira, mas não vou, de maneira nenhuma, disputar eleição de senador tendo mandato. Descarto totalmente. Não tem essa possibilidade. Não é hora de falar [de eleição] ainda. A hora de falar é em março de 2018. Aí ele fala essas coisas, faz essas conjunturas… Não tenho interesse. Eu não vou disputar. Ponto final”, enfatizou, em entrevista a imprensa

Nos bastidores, o comentário é de que Otto pode articular a candidatura à reeleição do hoje secretário estadual de Educação, Walter Pinheiro, que é senador licenciado. O titular da pasta se filiaria ao PSD e concorreria ao lado do próprio Wagner, em uma chapa com Rui e o vice-governador João Leão (PP), mantidos em seus postos.

Mudanças – Sobre a possibilidade de saida de Fernando Torres da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), hipótese não descartada pelo governador, o senador Otto Alencar garantiu a sua permanência no posto, apesar de o seu aliado José Rebouças ter sido demitido pelo deputado licenciado da chefia de gabinete. ao imprensa ele assegurou ainda que o titular da Sedur fica no PSD.

“Ele é secretário e vai continuar secretário. Só sairá se quiser. Ele é deputado federal, ajudou muito na formatação do partido. Foi quem mais conseguiu assinaturas, nove mil. Ele é membro fundador do partido. Não tem estresse, não tem tensão”, atenuou.

Fonte e informações via Bahia.Ba

Pesquisa Vox Populi aponta vitória de Lula em eleição para presidente em 2018

Terça feira 18 de Abril por Juliana Ribeiro Foto Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria as eleições presidenciais de 2018 no segundo turno em todos os quatro cenários apontados pelo instituto Vox Populi. Segundo dados divulgados pela pesquisa encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e divulgada nesta terça-feira (18) pela organização sindical, o petista tem de 44% a 45% dos votos válidos contra 32% a 35% da soma dos adversários nos três cenários da pesquisa estimulada.

Na comparação com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) (13% em dezembro e 9% em abril), Lula subiu de 37% em dezembro para 44% em abril. Jair Bolsonaro (PSC-RJ) subiu de 7% para 11% das intenções de voto. Marina Silva (Rede) se manteve com 10% e Ciro Gomes (PDT-CE) os mesmos 4%. A soma dos adversários é de 34% dos votos válidos, os únicos contabilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Na comparação com Geraldo Alckmin (PSDB-SP) (10% em dezembro e 6% em abril), o ex-presidente Lula sobe para 45% contra 38% em dezembro. Bolsonaro subiu de 7% para 12%. Marina caiu de 12% para 11% e Ciro de 5% para 4%. A soma dos adversários é de 33% das intenções de votos.

Na comparação com João Doria Jr (PSDB-SP), Lula aparece com 45% das intenções de voto; Marina e Bolsonaro empatam com 11%; Ciro e Doria empatam com 5%; ninguém/ bancos/nulos têm 16%; não sabem/não responderam têm 7%. A soma dos adversários é de 32%.

Nas simulações de segundo turno, a pesquisa aponta ainda que Lula também venceria todos os candidatos. Se as eleições fossem hoje, Lula venceria Aécio Neves (PSDB-MG) por 50% a 17% das intenções de voto; Geraldo Alckmin (PSDB-SP) por 51% a 17%; Marina Silva (Rede-AC) por 49% a 19%; e João Doria (PSDB-SP) por 53% a 16%.


José Ronaldo (Dem) cogita disputar 2018 e não descarta deixar grupo de Neto

Terça feira 18 de Abril por Juliana Ribeiro  Foto: Mateus Soares / bahia.ba

O prefeito de Feira de Santana negou haver conversas para ser candidato a vice-governador na chapa liderada por Rui Costa (PT)

O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (DEM), admitiu, em entrevista ao bahia.ba, nesta terça-feira (18), o desejo de disputar novamente um cargo na chapa majoritária de 2018.

“Jamais vou ser candidato de mim mesmo. Para a pessoa ser candidato majoritário tem que ter respaldo político e da sociedade organizada como um todo para partir para uma disputa. Disputei o Senado em 2010, e acredito que fiz uma boa campanha. Aprendi com aquele processo. Viajei pela Bahia toda. Se eu disser que não [quer disputar], estou mentindo”, reconheceu.

Ele não descartou deixar o grupo liderado pelo gestor de Salvador, ACM Neto (DEM), e ingressar no time do governador Rui Costa (PT), caso “a situação política se desenhar por outro caminho”. As portas para uma possível troca de lado já foram abertas pelo atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT).

O democrata negou, no entanto, haver conversas para postular a vice-governadoria na chapa capitaneada pelo petista. “[Risos] Nesse momento há muita conversa. As pessoas falam o que querem. Mas, sincera e honestamente, eu nunca conversei. Nunca houve essa conversa, nem com Rui nem com ninguém. Tenho recebido inúmeras visitas de pessoas de vários municípios. Tenho conversado muito com deputados sobre a política de 2018, mas, seguramente, essa conversa de ser vice de Rui nunca aconteceu”, descartou.

Próximo a Otto Alencar – ambos foram deputados na Assembleia Legislativa na mesma época –, há especulação de ingresso de Ronaldo na legenda presidida pelo senador desde a sua fundação, em 2011.


PT calcula desgaste político de Lula após vídeos de delatores

Segunda 17 de Abril por Gerson Camarotti via G1

A divulgação em vídeo das delações de ex-executivos da Odebrecht aumentou a preocupação dentro do PT com a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além da questão jurídica, o partido passou a calcular o desgaste político da imagem da principal liderança da legenda.

Pela avaliação interna, os vídeos devem causar forte impacto não só na opinião pública, como também em parte da militância. Para tentar diminuir o impacto das delações, o ex-presidente deu uma entrevista negando as acusações. Ele também divulgou o vídeo com a resposta.

“Muito mais do que a questão jurídica, o que preocupa é o impacto dessas delações no capital político de Lula. Isso pode criar uma sangria na própria militância petista”, disse ao G1 um integrante da cúpula do partido. As cúpulas dos principais partidos já reconhecem grande estrago político nas candidaturas para 2018.


Prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo não descarta candidatura em 2018

Segunda 17 de Abril por Juliana Ribeiro //Foto: Divulgação

O prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (DEM), não descarta disputar um cargo eletivo em 2018. Em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia, o democrata confirmou seu desejo, mas condicionou isso a uma conjuntura de apoios.

“Fui candidato a senador em 2010. Foi uma campanha dificílima, sem materiais totais, mas fizemos uma campanha dignam, honrada. Conheço a Bahia toda, lideranças de todas as regiões, me acho em condições de exercer um cargo majoritário. Então, se eu puder disputar um pleito em 2018, não vou esconder, vindo uma candidatura, eu iria com simpatia”, disse.

egundo Ronaldo, sua candidatura não deve ser baseada apenas em sua vontade pessoal. “A vontade eu tenho, mas tenho que ter apoio de grupo, de políticos e da sociedade. Então, se esses apoios surgirem, eu não tenho nenhum receio de enfrentar uma luta”, avisou.

O prefeito tem sido alvo de especulação sobre conversas dele com caciques ligado à base do governo Rui Costa. O chefe do Executivo de Feira de Santana não negou que tivesse conversas com o PP nacional. “Converso com todo mundo. Tenho um relacionamento com todas as pessoas de todos os partidos que tenham representantes na Assembleia e no Congresso Nacional. Em todos esses partidos tem pessoas que foram meus colegas, alguns colegas como prefeitio, então, isso facilita a conversa. Se eu disser que não converso com essas pessoas sobre polítyica de 2018, eu estaria mentindo. Converso e vou continuar conversando”, frisou.


Delação dá força a Doria na corrida presidencial

Domingo, 16 de Abril,  por Camila Matos //Foto: Alex Silva/Estadão

Analistas avaliam que prefeito tucano de São Paulo é quem mais se beneficia entre os presidenciáveis com o impacto político-eleitoral da colaboração premiada da Odebrecht

A bomba era esperada. Os estragos dela, no entanto, surpreenderam. A divulgação dos conteúdos da delação da empreiteira Odebrecht, na semana passada, atingiu figuras emblemáticas e estraçalhou partidos a pouco mais de um ano da eleição presidencial. O Estado ouviu estudiosos e políticos de diferentes matizes e quase todos concordam que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), por enquanto, é o maior beneficiado pela hecatombe. Depois dele, Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e até Jair Bolsonaro (PSC) podem se fortalecer para uma eventual disputa se permanecerem fora do extenso grupo de implicados na Odebrecht. Mas a vantagem de Doria é que as revelações feitas pelos executivos da Odebrecht e a amplitude da lista de implicados podem reforçar nos eleitores uma forte reação aos chamados políticos tradicionais, alvo do discurso e do marketing pessoal do prefeito paulistano. “Está mais fácil pensar 2022 do que 2018”, ironizou Marco Antônio Teixeira, professor de Ciência Política da FGV-SP. “Tudo indica que a força da gravidade vai levar o Doria às eleições.”


PSB convidou Joaquim Barbosa para disputar presidência, diz coluna

Domingo, 16 de Abril, por Rodrigo Aguiar //Foto: Agencia Brasil

Além do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Rede, mais uma legenda teria interesse na filiação de Joaquim Barbosa para as próximas eleições. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) agora teria sido procurado pelo PSB. Segundo informações do blog Radar Online, da Veja, o convite era para que Barbosa despontasse como candidato à presidência em 2018, mas o jurista recusou o convite.