Cúpula do PT traça estratégia para eleição indireta

Segunda 22 de Maio por Juliana Ribeiro Foto: Divulgação/PT

Plano só será adotado se o partido não conseguir emplacar a PEC que estabelece eleição direta

Um grupo de petista já traça estratégia caso o presidente Michel Temer (PMDB) renuncie ou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida pela cassação da chapa Dilma-Temer e ocorra eleição indireta.

De acordo com o jornal Estado de São Paulo, deputados do PT apostam na divisão da base do governo em um eventual colégio eleitoral. Neste caso, defendem que o partido apoie o candidato que se comprometa a fazer um mandato de “superação da crise”, com diálogo entre os diversos setores políticos e, principalmente, retirar de pauta as reformas trabalhista e da Previdência.

Segundo um parlamentar petista ouvido pelo jornal, a decisão sobre as reformas deveria ficar para o próximo presidente eleito pelo voto popular e com legitimidade das urnas para faze-las ou não.

Essa estratégia do PT só será adotada se o partido não conseguir emplacar a PEC que estabelece eleição direta em caso de vacância.


TSE afirma que não mudará data de julgamento da chapa Dilma-Temer

Sexta feira 19 de Maio, por Juliana Ribeiro // Elza Fiúza/Agência Brasil

Ministros cancelaram viagens e compromissos para se debruçar sobre o caso

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, afirmou que o cronograma para o julgamento da chapa Dilma-Temer será mantido, segundo informou a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo. O caso deve ir ao plenário da Corte dia 6 de junho.

Há um esforço conjunto no TSE para não prolongar o julgamento da chapa eleita em 2018. Ministros cancelaram viagens e compromissos para se debruçar sobre o caso.

Relator da ação que pode definir o futuro de Temer no TSE, o ministro Herman Benjamin tem repetido que vai continuar em “silêncio beneditino” até o fim do processo.


PTB vai se reunir para decidir permanência no governo Temer, afirma Benito Gama

Quinta 18 de Maio, por Camila Matos,
Deputado Benito Gama | Foto: Divulgação

O PTB deve se reunir nos próximos dias para avaliar se permanece, ou não, na base do governo Michel Temer. Segundo o deputado federal Benito Gama (BA), também presidente do partido no estado, diante da gravidade das denúncias contra o presidente, a sigla resolveu monitorar a situação política para, então, decidir sobre o futuro dela na administração do peemedebista. “Nós vamos convocar uma reunião da bancada para avaliar isso. Temos que avaliar uma solução para a crise política no Brasil, não para o partido”, afirmou em entrevista ao Bahia Notícias. Gama, contudo, não disse quando o encontro vai acontecer. Ele preferiu também não comentar como ficará a sustentabilidade política de Temer após a denúncia de que ele autorizou pagamentos para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato. Um movimento de desembarque do governo já foi iniciado por partidos da base. Os ministros das Cidades e da Cultura, Bruno Araújo (PSDB) e Roberto Freire (PPS), decidiram entregar os cargos. Atualmente, o PTB possui o Ministério do Trabalho, comandado por Ronaldo Nogueira.


Atingido pela Lava Jato, PSDB pensa em se ‘refundar’, afirma jornal

Domingo, 07 de Maio por Camila Matos 
Aécio Neves, presidente nacional do PSDB | Foto: Max Haack/ Ag.
Uma ala avalia a ideia de refundar o PSDB para recuperar a imagem da sigla até a eleição de 2018, após os principais nomes do partido serem atingidos pela Operação Lava Jato. Segundo a Folha de S. Paulo, parte do comando da sigla, incluindo nomes ligados ao presidente nacional Aécio Neves, passou a defender que o PSDB reconheça “erros”, principalmente em relação ao financiamento de campanhas, e reforce compromissos éticos e bandeiras liberais. Nas últimas semanas, dois tucanos procuraram Fernando Henrique Cardoso para discutir o assunto, e o ex¬presidente, segundo esses aliados, se mostrou favorável à estratégia de “retorno às origens éticas e ideológicas”. Ao mesmo tempo em que nomes históricos da sigla foram implicados na operação, começaram a ascender nas pesquisas eleitorais candidatos vinculados à antipolítica, como o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), o que tem começado a retirar parte do eleitorado tucano. Para os que pretendem a refundação, o PSDB foi gravemente ferido pelas suspeitas lançadas contra seus quadros na Operação Lava Jato por ter portado, desde o escândalo do mensalão, um forte discurso ético contra o PT. A ideia desses dirigentes é colocar o plano em prática já no segundo semestre deste ano, tempo considerado suficiente para amenizar o desgaste da legenda para as eleições de 2018. Isso, entretanto, não recebeu o aval de toda a cúpula do partido. Pesquisas internas levadas há cerca de um mês ao comando da sigla mostraram que a crise política desencadeada pelas revelações da Lava Jato e o apoio da sigla ao governo Michel Temer distanciaram o partido de seus eleitores.

João Doria tem espaço no PMDB, diz Lucio Vieira Lima

Sábado, 06 de Maio,por  Juliana Ribeiro -Foto Jonatas Anjos/Ag Haack

Em entrevista à Istoé, peemedebista baiano admite que seu partido não tem nomes para disputar a Presidência da República e que tucano paulista será bem-vindo

Em entrevista à Istoé na última sexta-feira (5), o deputado federal Lucio Vieira Lima (PMDB-BA) fez um afago ao prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB). Sem qualquer sutileza, como é seu estilo, avisou: se o tucano não tiver espaço para concorrer à Presidência da República pela própria legenda, o PMDB o acolherá de braços abertos. Além do aceno, o peemedebista classificou o chefe do Executivo municipal paulista de “fenômeno”.

Lucio inseriu Doria na entrevista ao responder a uma pergunta sobre o posicionamento do PMDB nas eleições presidenciais de 2018. Admitiu que o partido não tem, no momento, nomes em vista.  “Acho difícil [a sigla lançar candidato à Presidência no ano que vem], até porque o PMDB não vem se preparando para ter candidatura própria, sempre teve projeto de poder no Legislativo. (…) A não ser que venha um fenômeno, como um João Doria peemedebista”.

À pergunta se Doria teria espaço para concorrer à Presidência no PMDB, Lucio não titubeou: “Não sou dono do partido, mas do jeito que está hoje, o Doria tem espaço no PMDB, dá para recebê-lo, sem problema nenhum. Dá para receber Doria, Geraldo Alckmin (governador de São Paulo, pelo PSDB), José Serra (senador do PSDB). Mas o ideal seria não ter que chamar alguém de fora só para ganhar a eleição.”, opinou.

Além da questão Doria, Lucio – presidente da comissão que discute na Câmara dos Deputados a reforma política . falou também sobre temas como voto em lista, caixa-dois e financiamento (público e privado)  de campanhas eleitorais, entre outros.


Jaques Wagner (PT) ‘Posso não ser candidato a nada’, afirma sobre eleições de 2018

Sexta, 05 de Maio,por Camila Matos  Foto-Reprodução

Nas bolsas de apostas sobre o cenário eleitoral de 2018, o ex-governador da Bahia, ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e atual secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jaques Wagner (PT), sempre aparece como candidato certo a uma vaga no Senado ou na Câmara dos Deputados. Entretanto, segundo ele, o próprio futuro para o ano que vem é incerto. Em entrevista ao Bahia Notícias, o petista disse, em outras palavras, que pode ser tudo, como também pode ser nada. “Eu acho que está muito precipitado para falar de 2018. Eu posso ser candidato a deputado federal, a senador, como posso não ser candidato a nada. Aqueles que me conhecem sabem que sou de jogar na equipe. Eu tenho um objetivo para 2018: eleger Lula presidente do Brasil e Rui Costa governador”, afirmou. O ex-governador também comemorou a “coesão” da base aliada de Rui Costa, apesar de seu sucessor ser alvo de críticas de governistas sobre seu jeito mais administrador e menos político de governar. “Meu nome está à disposição do governador Rui Costa e vou desempenhar qualquer papel que possa fortalecer a candidatura de Rui Costa e João Leão. Tenho muita tranquilidade de dizer que nossa base está extremamente unida e acho que assim ficará até 2018”, avaliou. Apesar de Wagner aparentar incerteza sobre as eleições do ano que vem, dentro do PT baiano, o desejo que ele dispute uma vaga no Senado é grande, assim como a corrida por um lugar na chapa que concorrerá à Casa deve ser acirrada. De um lado, aparece no páreo Lídice da Mata (PSB-BA), que pode perder o lugar na chapa para algum indicado pelo PSD, partido liderado na Bahia pelo atual senador Otto Alencar (clique aqui e entenda). A sigla ganhou força no cenário político estadual com o aumento no número de municípios e por ter nos comandos da Assembleia Legislativa (AL-BA) e da União dos Municípios da Bahia (UPB) nomes da agremiação. 


Deputados vão instaurar processo contra Eduardo Salles por quebra de decoro

quinta feira, 04 de Maio ,por Camila Matos /Fotos: Reprodução BNews

Após a confusão na sessão plenária desta quarta-feira (3) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) entre os deputados Marcell Moraes (PV) e Eduardo Salles (PP), o caso pode parar no Conselho de Ética da Casa. Tanto Marcell quanto Targino Machado (PPS) – que também se envolveu na briga – afirmaram a imprensa que irão entrar com uma representação no conselho, alegando quebra de decoro parlamentar do deputado Salles.

“Vamos colocar ele na ‘comissão’ de ética para perder o mandato. Falta de decoro parlamentar”, disse Marcell.

Para Targino, o caso não pode passar despercebido. “Salles partiu para cima de Marcell, é covardia. Essa esculhambação aconteceu no meio do plenário. Isso não pode acontecer. Eduardo é esquentado mesmo, mas que ele seja na casa dele, não aqui. Isso é quebra de decoro”, apontou.

Ao ser questionado sobre o assunto, Salles afirmou que está tranquilo e que é um direito dos deputados entrarem com a representação. “Ele entra e eu vou me defender tranquilamente. Não tem problema”, pontuou. O parlamentar ressaltou ainda que é assíduo nas comissões e sessões plenárias. “Sou presidente da Frente Parlamentar, presidente de Comissão. Sou um deputado presente. Tive 88% de presença ano passado”, disse se justificando, já que a confusão começou após os parlamentares o provocarem por conta do atraso na sessão plenária. Salles negou ainda que houve trocas de soco. “Folclore da turma, foi uma discussão áspera”, afirmou

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Pau quebra na AL-BA: Marcel, e Eduardo Salles brigam durante sessão


Pau quebra na AL-BA: Marcel, e Eduardo Salles brigam durante sessão

Quarta, 03 de Maio ,por Camila Matos // Fotos: Reprodução

Briga começou quando o deputado do PV ironizava a ausência de parlamentares da base do governo na Assembleia

Uma confusão protagonizou a sessão plenária desta quarta-feira (3) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Os deputados Marcell Moraes (PV) e Eduardo Salles (PP), que já duelam no campo político, partiram para agressão física. Os dois trocaram socos em meio ao plenário da Casa. A briga teve início durante um pronunciamento do deputado Marcell Moraes. O verde criticava o fato da Casa não realizar as sessões por falta de quórum. No momento da fala, Salles adentrou o plenário e foi provocado pelo colega por ter chegado atrasado na sessão.
Ao encerrar a sessão, Salles partiu apara cima de Marcell que foi apartado pelos deputados Soldado Prisco (PSDB) e Targino Machado (PPS).  “Não teve sessão porque foi pedido verificação de quórum. Ele [Eduardo Sales] chegou atrasado e eu estava falando, constantemente ele falta, após eu falar isso ele pediu questão de ordem  [porque foi citado] e a sessão encerrou. Ele me engarguelou, me pegou desprevenido, Targino viu e partiu para cima dele para ele me soltar. E a confusão gerou no plenário”, contou Marcell.
Já Eduardo Salles afirmou o imprensa que ao entrar no plenário, após sessão iniciada ouviu Marcel o agredir verbalmente. “Entrei no plenário e pedi questão de ordem, pois meu nome havia sido mencionado. Faltava um minuto para encerrar a sessão. Queria fazer um contraponto às palavras que ele fez”, contou. Ele justificou o atraso, afirmando que a sessão especial iniciada pela manhã terminou às13h30 e após o almoço retornou ao plenário. “Ele [Marcel] foi até o deputado Targino e pediu para ele segurar a palavra e eu não ter tempo de me defender. A sessão acabou e eu e Marcelo tivemos uma discussão mais áspera. Nada demais, coisas que acontecem no parlamento”, pontuou.
 A  imprensa, Machado afirmou que vai solicitar ao Conselho de Ética a punição de Salles. “A Bahia gastando milhões para manter essa esculhambação. Eu disse para Eduardo bater em homem e não em um menino”.

Canavieiras:Justiça cassa mandato de prefeito e vice de Canavieiras

Quarta, 03 de Maio ,por Camila Matos // Foto: Reprodução

O juiz da 116ª ZONA ELEITORAL, Eduardo Gil Guerreiro, cassou os mandatos do prefeito de Canavieiras, CLOVIS ROBERTO ALMEIDA DE SOUZA ((DR. ALMEIDA) (PPS),  e do seu vice, CARLOS ALBERTO MEDRADO FILHO (PROS). ambos da coligação UNIÃO QUE LIBERTA: POR UMA CANAVIEIRAS MAIS HUMANA (PPS / DEM / PEN / PRB / PROS), Na ação o prefeito é acusado de abuso de poder econômico durante a eleição municipal e é solicitada a cassação do seu diploma, consequentemente a cassação do mandato.

O segundo colocado na eleição, Edmar Luz (PP), que entrou com a ação na justiça eleitoral. Se o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) mantiver a decisão deverá ser realizada nova eleição na cidade, até lá o prefeito continua no cargo.


Leão dá regulagem nos petistas em Uauá

Terça feira , 02 de maio , por Camila Matos  //Foto: Camila Souza/GOVBA

Na comitiva estava o deputado Zé Nunes (PSD), que é de Euclides da Cunha, e levou uma sonora vaia dos aliados da deputada Fátima Nunes

A visita que João Leão, vice-governador, fez no fim de semana à Cooperativa Agrária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Cooperfuc), famosa por produzir a cerveja de umbu, em Uauá, deu uma umbuzada. Na comitiva estava o deputado Zé Nunes (PSD), que é de Euclides da Cunha, e levou uma sonora vaia dos petistas aliados da deputada Fátima Nunes. Leão bateu forte:

— Olha, se vocês não querem a minha companhia e a de Otto Alencar com os nossos aliados, digam que vamos procurar outro caminho, mas assim não dá.

Precedentes

Aliás, a base de Rui Costa articula na tentativa de apagar o fogo amigo. Os deputados federais João Carlos Bacelar e Mário Negromonte Júnior já foram vaiados. Em Uauá, acabou em palmas para Rui.