Após delação da Odebrecht, Neto perde popularidade como vice de Dória

Domingo, 16 de Abril, por Rodrigo Aguiar //Foto:Divulgação

Segundo coluna do Estadão, apoiadores da candidatura de Dória à presidência, querem um político do Nordeste como vice

Após especulações sobre  compor uma eventual chapa presidencial  liderada pelo atual gestor de São Paulo João Doria (PSDB), na condição de vice, o nome do prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) parece perder força após ser citado em delações da Odebrecht.

Segundo a coluna do Estadão, apoiadores da candidatura presidencial de João Doria defendem que um político do Nordeste seja o vice da chapa. Originalmente, Neto era o mais cotado mas a preferência agora seria por alguém do PSB.


Caixa 2 foi destinado à campanha de João Henrique, aponta delator

Quinta, 13 de Abril por Camila Matos  / Foto: Reprodução

A campanha do ex-prefeito de Salvador, João Henrique (hoje PR, à época PMDB), foi abastecida por caixa 2, segundo o ex-executivo da Odebrecht, Claudio Melo Filho. Em delação, Melo Filho afirmou que o então ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, fora procurado para “destravar” a obra dos Tabuleiros Litorâneos. “Geddel se comprometeu a ajudar e fazer avaliação. Certamente ele fez isso em função da relação com a Odebrecht. Era uma forma de se colocar à disposição para retribuir à empresa o apoio forte que teve”, aposta.
Tempos depois, com a proximidade da campanha de 2008, o PMDB passou a ter candidato em Salvador – quando João Henrique migra do PDT para a legenda comandada pelos Vieira Lima. Aí, então, Geddel recorrer à Odebrecht para garantir apoio à sua base na capital baiana.
“Em 2008, Geddel me perguntou se poderia fazer contribuição ao pessoal dele que era  candidato em salvador. Eu disse que levaria a Pacífico [também executivo da empresa] e nesse momento, como não era campanha dele a nada, ficou por trás que do assunto dele teria uma solicitação vinculada a isso [obra dos Tabuleiros Marítimos]. Eu levo isso ao Pacífico e ele disse que faria contribuição. Pacífico diz contribuiria 3% em relação ao valor recebido para a obra do Tabuleiro”, contou o ex-executivo.
A doação, de acordo com o delator, foi feita por meio de Caixa 2. João Henrique sagrou-se prefeito reeleito e o PMDB elegeu seis vereadores – a maior bancada da legislatura.

Ao MP, Vereador Roberto Silva (PSL) denuncia casos de nepotismo na Prefeitura de Itiruçu

Quinta, 13 de Abril por Camila Matos /Foto/Itiruçu Online

O vereador Roberto Silva (PSL) protocolou denúncia ao Ministério Público referente aos casos de nepotismo na administração municipal de Itiruçu. A prática de empregar parentes em cargos comissionados é crime. A lista entregue pelo parlamentar na Promotoria de Justiça contém portarias de nomeação já publicadas no Diário Oficial. A maioria é de cargos no poder Executivo e, em alguns casos, configuração de nepotismo cruzado.

De acordo com o vereador, assim como o Ministério Público proibiu na gestão do ex-prefeito Wagner Novaes (2012/2016), casos evidenciados de Nepotismo e, à época, o município acatou a decisão e demitiu familiares, parentes de vereadores e do prefeito em  cargos comissionados da gestão municipal. “Enquanto a ilegalidade não for comprovada não vou divulgar os nomes, não estou aqui para cometer injustiças e nem para prejudicar pessoas. Meu papel é fiscalizar, a investigação sobre a legalidade ou não das indicações ficam agora a cargo do Ministério Público, que vai averiguar caso a caso. Na última gestão o Ministério Público, com toda sua competência, impediu que o Nepotismo fosse colocado em prática na gestão do ex-prefeito Wagner, agora vamos esperar e tenho certeza que a decisão será sempre pelo cumprimento da Lei”, afirma.

A 13ª Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF) veda a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na Administração Pública direta e indireta.

Na Bahia, o MP tem combatido em todos os municípios casos de Nepotismo e exigido a demissão imediata sob pena de multa.

Fonte e informações via blog/Itiruçu Online

Wagner chama de “mirabolante” suposta entrega de propina na casa de sua mãe

Quinta, 13 de Abril por Camila Matos  / Foto: Reprodução

O ex-governador Jaques Wagner – atual secretário de Desenvolvimento da Bahia – classificou como “mirabolante” a suposta entrega de propina feita pela Odebrecht na casa da mãe dele. De acordo com Wagner, Hilberto Silva tenta “reduzir sua pena”.
“O secretário de Desenvolvimento Econômico Jaques Wagner repudiou as falsas acusações feitas por Hilberto Silva, veiculadas hoje pela imprensa: “Jamais estive com essa pessoa. O que posso dizer sobre esse criminoso confesso – que desesperadamente procura um meio para tentar reduzir sua pena, nem que para isso tenha de envolver uma senhora de 93 anos – é que  suas fantasias mirabolantes não prosperarão, simplesmente porque não encontram respaldo na realidade”, diz o texto.
Em delação, Silva afirmou que deu parte de uma propina para Wagner na casa da mãe do ex-ministro, no Rio de Janeiro.
“Foi autorizado o pagamento de R$ 1 milhão. Esse valor não era possível ser pago em Salvador, pois nao existia quem tivesse essa moeda disponivel nesse nível em Salvador. Os doleiros de Salvador não têm volume que atinja isso. Pedi que pagasse no Rio ou SP, pois existia essa disponibilidade. Foi pago 50% no Rio de Janeiro, na casa da mãe dele. Foi pago R$ 500 mil lá”, contou o delator.
Após a primeira parte, Wagner teria decidido que não queria mais a casa da mãe como ponto de recebimento do dinheiro. “O segundo pagamento ele pediu de qualquer forma, nem que demorasse, que fosse pago em Salvador. Teve algum problema lá com a mãe dele, que ele não quis mais que fosse pago lá. Ele pediu, fizemos um esforço grande e conseguimos pagar em Salvador através de um preposto dele de nome Carlos Daltro, que por acaso é uma pessoa que conheço. Daí o motivo de eu saber. E sei que Carlos Daltro tem uma relação de amizade com o governador”, disse.
Apesar de afirmar não saber informar o motivo do pagamento, o ex-executivo tentou fazer uma dedução. “Com certeza (foi) algum pedido que havia sido atendido pelo governador sobre alguma coisa na Bahia. Ele era o governador da Bahia. Eu nunca sabia. Meu papel era pagar. Eu nunca me envolvi com negociações de valores nem com os porquês”, relatou Silva.

ACM Neto nega caixa 2 e diz que doações foram legais

Quinta, 13 de Abril por Camila Matos  /Foto: Reprodução

Ao rebater delatores, prefeito declarou que processo licitatório para as obras de requalificação da Barra aconteceram “dentro da mais absoluta transparência e legalidade”

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), disse nesta quarta-feira (12) que nunca recebeu “doações não contabilizadas”, ao contrário do que afirmaram delatores da Odebrecht. Segundo o gestor, todas as contribuições feitas por empresas privadas para a sua campanha de 2012 ocorreram de forma legal, foram recebidas pelo Democratas e registradas na Justiça Eleitoral.

O prefeito declarou também que todo o processo licitatório para as obras de requalificação da orla da Barra aconteceram “dentro da mais absoluta transparência e legalidade”. Neto reafirmou ainda esperar o conteúdo integral da petição encaminhada pelo ministro Edson Fachin, do STF, para prestar os esclarecimentos necessários à Justiça.


Odebrecht entregou R$ 500 mil na casa da mãe de Wagner, diz delator; Veja vídeo

Quinta, 13 de Abril por Camila Matos  /Foto: Reprodução / YouTube

Hilberto Silva afirmou em depoimento que outros R$ 500 mil foram pagos em Salvador, por meio de Carlos Daltro, após “algum problema lá com a mãe dele”

Foto: Reprodução / YouTube

Ex-executivo da Odebrecht, o delator Hilberto Silva relatou em delação premiada um pagamento de R$ 500 mil ao ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, na casa da mãe do petista, no Rio de Janeiro. Esta era a primeira metade de um repasse acertado em R$ 1 milhão, segundo Hilberto. Em depoimento, o ex-funcionário da empreiteira disse que a escolha do local foi em função das dificuldades de executar o pagamento em Salvador.

“Foi autorizado o pagamento de R$ 1 milhão, e esse valor não era possível ser pago em Salvador, porque não existia quem tivesse essa moeda disponível nesse nível. Os doleiros de Salvador não tem volumes que atinjam isso, então propus que se pagasse no Rio ou em São Paulo”, afirmou Hilberto.

No entanto, a segunda metade do valor acabou paga mesmo na capital baiana, por meio de Carlos Daltro, conforme o delator. “Os outros 50% ele [Wagner] pediu que fosse pago em Salvador, nem que demorasse. Teve algum problema lá com a mãe dele, que ele não queria que fosse mais feito lá”, declarou.

Ao ser questionado sobre o motivo do pagamento ao petista, o ex-executivo da Odebrecht disse não saber. “Com certeza algum pedido que tinha sido atendido pelo governador na Bahia. Não sei [a razão], como eu nunca sabia. Meu papel era pagar. Nunca me envolvi com negociações, nem os ‘porquês’ e ‘comos’. Eu trabalhava para atender o pagamento”, disse.

Sobre a entrega do dinheiro em si, Hilberto admitiu, no entanto, a dificuldade em comprovar a transação. “Não existe comprovação dessa, nem de nenhuma outra [risos]”, reconheceu.

Outro lado – Em nota à imprensa, o secretário afirmou que “jamais esteve” com Hilberto Silva. “O que posso dizer sobre esse criminoso confesso – que desesperadamente procura um meio para tentar reduzir sua pena, nem que para isso tenha de envolver uma senhora de 93 anos – é que suas fantasias mirabolantes não prosperarão, simplesmente porque não encontram respaldo na realidade”, ressaltou.

 


Medrado aposta em nomeação de Eron e viaja para assumir mandato

Segunda, 10 de Abril

Atual superintendente do Procon deve ser exonerado nesta terça-feira para ocupar cadeira de deputado federal; coordenador Felipe Vieira assume o cargo no governo

Foto Mateus Pereira/GOVBA

Atual superintendente de Procuradoria de Proteção e Defesa do Consumidor da Bahia (Procon-BA), Marcos Medrado (PR) deve ser exonerado ainda esta semana para assumir o mandato de deputado federal. A imprensa apurou que a passagem para Brasília, inclusive, já está comprada para esta terça-feira (10). Suplente de Tia Eron, ele aposta que a prometida nomeação  da parlamentar do PRB de volta à Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), enfim, ocorra esta semana. Ela segue ativa como deputada no site da Câmara.

O substituto de Medrado no cargo também já está escolhido: Felipe Vieira, hoje coordenador técnico e administrativo do órgão.


MAIORIA PRÓ-TEMER DO PMDB DO SENADO PODE DESTITUIR RENAN DA LIDERANÇA

Sábado,08 de abril, por Camila Matos

ELE É ACUSADO DE USAR LIDERANÇA PARA DEFENDER POSIÇÕES PESSOAIS

A tentativa do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) de demonstrar a força que não tem, criticando medidas do governo de Michel Temer, do seu próprio partido, pode enfraquecer ainda mais o ex-presidente do Senado, que tem a reeleição ameaçada pela perda de poder e os 13 inquéritos a que responde no âmbito da Operação Lava Jato. Seus atos recentes de “rebeldia” despertou o desejo de rivais do alagoano de iniciar um movimento para minar o senador e tentar destituí-lo do cargo de líder da bancada do PMDB no Senado.

A articulação contra Renan conta com o apoio velado do presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e de senadores peemedebistas próximos a ele, como Raimundo Lira (PB) e Garibaldi Alves (RN), que estão descontentes com Renan e lembram que basta as assinaturas de 12 dos 22 senadores para determinar o afastamento do peemedebista.

EUNÍCIO E O ALIADO TEMER, HOSTILIZADOS POR RENAN. (FOTO: EBC)

Um líder de bancada não tem mandato fixo e pode ser substituído a qualquer momento, especialmente se não representar mais o posicionamento da maioria dos liderados. As declarações do senador alagoano contra o presidente Michel Temer estremeceu a bancada e teve seu ápice com a decisão de Renan de retirar a indicação da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) à presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO). A peemedebista confrontou Renan mais de uma vez esta semana para que ele não usasse a visibilidade que tem como de líder do PMDB para defender posições pessoais.

A crítica é que o peemedebista está se posicionando contra a reforma da Previdência e outros temas que interessam ao governo para garantir capital político, com cargos e benesses do Governo Federal, e sair do péssimo momento eleitoral que vive e ameaça a sua reeleição em 2018, bem como a de seu herdeiro político, o governador Renan Filho (PMDB), em Alagoas.

A ala adversária ao alagoano vai tentar ensaiar um primeiro movimento contra o peemedebista já na próxima semana. A ideia é que, com o aval de Eunício, a CMO faça na terça-feira (11) a eleição do seu presidente e escolha um nome para presidir o colegiado independentemente da indicação do líder do PMDB.

SUPERANDO CAPRICHOS

Líder do governo no Congresso, o deputado André Moura (PSC-SE) defende que a comissão não poder ficar paralisada em razão de um “capricho” de Renan. “Convocamos a CMO para terça-feira às 14h30. Vamos esperar o senador Renan indicar os membros, mas se ele não o fizer, vamos sentar para ver o que vamos fazer. O que não posso ficar é sem a CMO sem funcionar”, afirmou Moura.

Na avaliação do grupo que articula a saída de Renan, hoje os nomes que apoiam a permanência dele no cargo são minoria e se restringiriam aos senadores Roberto Requião (PR), Kátia Abreu (TO), Eduardo Braga (AM), Marta Suplicy (SP), Edson Lobão (MA) e Hélio José (DF).

Aliados de Renan, porém, defendem que ele continua forte na bancada. Já no Planalto, a ordem é não partir para o enfrentamento direto. Senadores ligados a Temer, porém, afirmam que esse cenário poderá ser revisto se Renan continuar criticando o presidente e, principalmente, conseguir atrapalhar alguma votação importante para o governo. (Com informações da Agência Estado)


Vereadora de Serrinha é nova presidente da UVB

Sábado, 08 de Abril , por Camila Matos, //Foto: Reprodução

União dos Vereadores da Bahia terá Edylene Ferreira (PR) à frente a partir de 2018

A União dos Vereadores da Bahia elegeu na tarde desta sexta-feira (7), a vereadora de Serrinha, Edylene Ferreira (PR), como a nova presidente da entidade. Após a vitória, Edylene falou da importância de uma entidade ativa, principalmente para o diálogo entre os municípios e o estado.

“A Bahia tem cerca de 6 mil vereadores, mas não vem tendo uma representação forte da categoria. Quando fui presidente da Câmara de Serrinha por duas vezes, senti essa necessidade da UVB, como uma representação mais forte e que nos desse uma maior independência, mas acaba não tendo, porque fica preso ao prefeito, aos deputados, porque quando o vereador vem a Salvador, ele se esbarra no gabinete de um deputado. O vereador sempre teve o espaço dele aqui em Salvador, só que nunca foi colocado em pratica. Então, me despertou esse desejo, pois, o vereador é a pessoa mais próxima da população e merecemos todo respeito”, afirmou.

De acordo com Edylene, existe uma sala sem funcionamento na Assembleia Legislativa que estaria à disposição da UVB. “Já comentei com alguns deputados sobre a possibilidade de colocar a sala na Assembleia em funcionamento para aproximar a UVB do legislativo”, afirmou.

 


Sandro Régis diz que CPI do Centro de Convenções pode “engolir” o governo

Por Juliana Ribeiro Foto: Reprodução

A abertura da CPI do Centro de Convenções na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) segue como alimento para troca de farpas entre governistas e oposicionistas. Nesta quinta-feira (6) o deputado Sandro Régis (DEM) afirmou que a investigação deixa os aliados “nervosos” e atinge o seio da gestão estadual, com risco de “engolir” o governo Rui Costa. “Há o risco de ruir não apenas o prédio que abrigou o Centro de Convenções, mas o próprio governo de Rui Costa”, disparou.

O demista ainda sugeriu ironicamente a convocação de uma ‘CPI do Pinóquio’. “Aí nós incluiríamos a Ponte Salvador Itaparica que seria inaugurada em 2013 e agora virou um negócio da China. Caberia também na CPI do Pinóquio a Ferrovia Leste-Oeste e as centenas de obras contra a seca que foram anunciadas e nunca realizadas, deixando a população sem água no interior. Ou as estradas maravilhosas na propaganda que se transformam em verdadeiro asfalto sonrisal”