Economia, Mundo :Dólar salta 4% e encosta em R$ 3,35 com BC, Trump e Temer

quinta, 10 de Novembro por Juliana Ribeiro // Foto:Alexandre Severo/JC Imagem/VEJA

Moeda americana dispara com temores sobre alta de juros americanos com governo Trump e preocupações sobre continuidade do governo Temer

dolar-moeda-cambio-01-original-e1468512000372A moeda americana opera em alta sobre o real 

O dólar aprofundou ainda mais a alta nesta quinta-feira, a cerca de 4% e encostando em 3,35 reais, com forte onda de aversão ao risco por conta da vitória de Donald Trump nos Estados Unidos e pela ausência do Banco Central brasileiro no mercado de câmbio.

Pesavam ainda fluxos de saída de dólares e preocupações sobre o futuro político do presidente Michel Temer. Próximo das 15h (de Brasília), o dólar avançava quase 4%, a 3,3510 reais na venda, depois de ter marcado 3,3500 reais na máxima do dia. O dólar futuro marcava quase 4% de alta neste início de tarde.

“O investidor estrangeiro está ‘stopando’ as posições em dólar e saindo”, comentou o gerente da B&T Corretora, Marcos Trabbold.

O dólar já abriu em forte alta esta sessão após o BC anunciar, no noite passada, que interrompeu a oferta de leilões quase diários de swaps cambiais reversos, equivalentes à compra futura de dólares. O objetivo é “acompanhar e avaliar as atuais condições de mercado” após a inesperada vitória de Trump.

Segundo dados do BC, há 6,491 bilhões de dólares em contratos de swap tradicional –equivalentes à venda futura de dólares– que vencem em 1º de dezembro e que, se o BC mantivesse o movimento até então, poderiam ser anulados se os leilões de reversos fossem mantidos neste mês. Veja matéria na íntegra (mais…)


Juros serão reduzidos nos próximos meses no Brasil, afirma José Serra

Domingo, 16 de Outubro por Camila Matos//: Jessika Lima / AIG-MRE

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O ministro das Relações Exteriores, José Serra, afirmou neste domingo (16) que haverá redução de juros no Brasil nos próximos meses, com consequente queda da inflação. “Acho que cabe, sim, reduzir os juros nos próximos meses. Vai acontecer isso, dada as condições atuais de retração da inflação, e, inclusive em alguns casos, como o da Petrobras, de redução de preços”, afirmou em Goa, na Índia, onde participou com o presidente Michel Temer da cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Ainda segundo o ministro, a prioridade no país é atrair investimentos externos. Ele citou como exemplo o acordo de cooperação e facilitação de investimento que será assinado com a Índia nesta segunda-feira (17), durante uma reunião bilateral entre Michel Temer e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. “Fixada uma rota para o equilíbrio fiscal, que é o que o governo está adotando agora, a recuperação da área social, que foi muito estragada pela contração da economia, temos que atrair investimentos, que é o que vai gerar mais empregos, mais receitas governamentais”, disse, de acordo com a Folha de S. Paulo.


Contas de luz devem subir 5% para indenizar distribuidoras

Quinta feira 13/ de Outubro por Camila Matos/Foto Divulgação

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O atraso no pagamento de indenizações bilionárias devidas às transmissoras de energia elétrica deve ter um impacto médio de 5% na conta de luz do consumidor nos próximos oito anos, de acordo com cálculos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).O órgão regulador decidiu, na sexta-feira (11), abrir audiência publica para discutir a melhor forma de remunerar as concessionárias por uma dívida que deveria ter começado a ser paga em 2013. Por uma decisão política do governo da ex-presidente Dilma Rousseff, esse efeito só deve entrar na tarifa em julho de 2017. A proposta da agência prevê que as receitas das concessionárias terão que ser elevadas em R$ 11 bilhões a partir do ano que vem. Desse total, R$ 5,1 bilhões correspondem à remuneração devida até o fim da vida útil dos investimentos de transmissão, que será paga por um prazo de 6 a 7 anos. A maior parte, de R$ 5,9 bilhões, corresponde a valores atrasados dos últimos quatro anos, que serão pagos em oito parcelas anuais, um passivo que, nas contas da Aneel, soma R$ 35,8 bilhões, atualizado pelo IPCA e pelo custo de capital próprio do setor de transmissão (WACC) – 10,74% ao ano entre janeiro e junho de 2013 e 10,44% a partir de junho de 2013.

Fonte via Correio da Bahia

‘Todos os setores vão perder’, alerta especialista sobre PEC que cria teto de gastos

quarta, 12 de Outubro, por Juliana Ribeiro //Foto: Reprodução / Bahia EconômicaIMAGEM_NOTICIA_5                                                                                                                                                                                                                              Armando Avena 
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que cria um teto para gastos públicos nos próximos 20 anos, foi aprovada em primeiro turno na Câmara debaixo de contundentes divergências entre governo e oposição. A principal crítica dos oposicionistas é de que a proposta congela investimentos em educação e saúde ao submeter o reajuste nas despesas da União à inflação do ano anterior, aferida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e não à receita líquida do exercício financeiro passado, como ocorre atualmente. A polêmica criada em torno do texto não é infundada, segundo Armando Avena, professor de economia política da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH) da Universidade Federal da Bahia (Ufba). No entanto, na avaliação do especialista, não só educação e saúde vão se deparar com redução nos investimentos nos próximos anos, mas também as demais áreas. “O centro da PEC é aumentar os gastos pelo montante da inflação. Como as despesas sempre crescem mais que a inflação, a PEC faz com que todos os setores percam, ao longo do tempo, em relação ao crescimento das despesas. Você só repõe inflação e aumenta crescimento vegetativo, que é o aumento das despesas motivado pelo crescimento da população”, explicou Avena em entrevista ao Bahia Notícias. Apesar da redução geral nos investimentos a longo prazo, o especialista defende a PEC, a quem defende como “única alternativa” para diminuir o déficit nas contas públicas e reposicionar nos trilhos a economia brasileira. “Nesse momento, sem essa PEC, é muito difícil estabilizar a economia e retomar o crescimento. Em curto prazo, como não vejo outra alternativa, a PEC é a melhor. O risco-Brasil cai e os juros podem cair. Com isso, pode se voltar ao crescimento econômico. É preciso fazer esse sacrifício. Acho que também não tem como retirar saúde e educação pelo seguinte: saúde tem quase 14% da receita do governo e estava previsto para isso aumentar até 15% em 2020. No ano que vem, já aumenta para 15%. Educação já representa 18% da receita e 25% da receita dos estados. Se você aumenta mais, não dá para pegar aposentadas e nada. O que se precisa agora é gastar melhor os recursos”, defendeu. Avena criticou, entretanto, os 20 anos de duração da proposta. Ele defende mudança no prazo. “No curto prazo, o governo vai ter que gastar menos em todos setores. No médio prazo, cresce a arrecadação e, provavelmente, essa PEC vai ser mudada, daqui a três quatro anos. A própria PEC prevê mudanças daqui a 10 anos. Se houver crescimento, muito antes disso vai se poder mudar. O que não concordo é que a PEC seja por 20 anos. Acho que isso é um exagero. Não precisa se submeter a um sacrifício tão grande”, criticou.

Governo não prevê alta de imposto, diz Padilha

Terça feira 23 de Agosto por Juliana Ribeiro//Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A proposta do Orçamento será feita com mais cortes nas despesas para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2017

Brasília - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, fala à imprensa no Palácio do Planalto, após segunda rodada de reuniões do governo com representantes de centrais sindicais (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília – O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha,

Faltando menos de duas semanas para o envio ao Congresso Nacional da lei orçamentária de 2017, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, garantiu que não haverá surpresa e que o governo fechará as contas do ano que vem sem aumento de tributos. A proposta do Orçamento, afirmou, será feita com mais cortes nas despesas para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2017, de déficit de R$ 139 bilhões.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Padilha disse que revisões na concessão de seguros por causa de acidentes de trabalho podem economizar de R$ 5 bilhões a R$ 7 bilhões por ano “Estamos trabalhando com a possibilidade de cortar despesas em muitas áreas”, afirmou Padilha. Segundo ele, o aumento das receitas previstas virá da retomada da economia e do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

“O presidente Michel (Temer) e a área econômica entendem que o Orçamento de 2017 fechará sem aumentar ou criar tributos. Por quê? Temos um mar de oportunidades para parcerias com o setor privado, pelas quais a União receberá valores de outorgas também”, disse. Fonte via Estadão Conteúdo Veja Matéria na íntegra  (mais…)


TEMER DIZ QUE BANCO CENTRAL TEM “PLENA AUTONOMIA” PARA DEFINIR TAXA DE JUROS

Quinta, 21 de Julho, por Juliana Ribeiro //  Foto: LULA MARQUES/AG.

O MINISTRO PADILHA DISSE QUE O PRESIDENTE INTERINO VIA A REDUÇÃO ‘COM BONS OLHOS’

Brasília- DF 29-06-2016 Presidente interino, Michel Temer durante Cerimônia de liberação de recursos para Educação Básica e Superior Palácio do Planalto Foto Lula Marques/Agência PT

O presidente interino Michel Temer afirmou em sua conta no Twitter nesta quarta-feira, 20, que o Banco Central tem “plena autonomia” para definir a taxa básica de juros da economia (Selic). A declaração foi dada após o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, dizer que Temer vê com “bons olhos” a redução do percentual.

“O Banco Central tem plena autonomia para definir a taxa de juros. A política monetária tem como prioridade combater a inflação e este é o objetivo central do meu governo”, disse Temer, na declaração divulgada pela Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que define a taxa básica de juros, está reunido nesta quarta e pode anunciar mudanças na Selic. O ministro deu a declaração sobre a taxa de juros após ser questionado por jornalistas sobre se Temer havia pedido ao BC para reduzir a Selic.

“Se analisarmos todos os indicadores, vamos ver que os economistas do Brasil estão dizendo que forçosamente teremos queda nos juros. Isso agrada o presidente, e ele vê com bons olhos se nós pudermos [reduzir a taxa Selic]. Mas temos que respeitar a autonomia do BC. […] São economistas dizendo, agências de avaliação dizendo que o juro vai cair. O presidente vê com bons olhos [uma eventual redução], mas a palavra final é do BC”, declarou Padilha na entrevista. Fonte via Folha de São Paulo


Confiança na economia chega ao maior nível desde dezembro de 2014

Domingo, 17 de Julho, Camila Matos//Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Renda e economia. Foto: Marcos Santos/USP Imagens
                                                             Renda e economia. 
A confiança dos brasileiros na economia apresentou crescimento e atingiu o maior nível desde dezembro de 2014, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (16). O Índice Datafolha de Confiança (IDC) avalia a expectativa quanto ao risco de desemprego, inflação, e poder de compra. Ele atingiu 98 pontos no levantamento realizado entre os dias 14 e 15 de julho, apresentado melhora de 11 pontos em relação a fevereiro. No final de 2014, o número chegou a 121. Esta foi a terceira pesquisa consecutiva com evolução. No entanto, conforme os parâmetros adotados pelo Datafolha, o IDC ainda não está em um nível satisfatório. Índices acima de 100 são considerados positivos e abaixo de 100 são negativos.

GOVERNO ANUNCIA ROMBO DE R$ 139 BILHÕES NA META PARA 2017

Sexta feira, 08 de Julho, 06 de Julho, por Juliano Ribeiro //Foto Reprodução

MEIRELLES EXALTA REDUÇÃO NO DÉFICIT E NÃO FALA EM ALTA DE IMPOSTOS

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A equipe econômica do governo Temer anunciou oficialmente a meta fisca para 2017 com previsão de déficit de R$ 139 bilhões. O governo federal ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) abriu a coletiva explicando que a nova meta só foi decidida na tarde desta quinta (7) e passou a palavra para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que afirmou ter sido feito um grande esforço para reverter a tendência de aumento nas despesas públicas das últimas duas décadas.

Meirelles exaltou a redução de R$ 31,5 bilhões no rombo previsto para 2016 (R$ 170,5 bilhões), resultado de inúmeros cálculos para manter a evolução das despesas públicas dentro da nova regra baseada na inflação do ano anterior. Outro ponto ressaltado foram as ações do governo para gerar novas receitas via concessões, outorgas e venta de ativos, pois, segundo Meirelles, o rombo seria de R$ 194 bilhões casso essas medidas não fossem tomadas.

O ministro explicou que a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2017 é de 1,2%, aliado ao compromisso da equipe econômica para recompor as receitas em relação ao PIB, apesar do “aumento obrigatório do déficit da previdência”. Apesar da redução no déficit previsto, nenhum dos ministros anunciou aumento de qualquer imposto, até agora. Sobre os demais entes da federação, Meirelles disse que a estimativa de déficit das empresas estatais é de R$ 3 bilhões e de R$ 1 bilhão para estados e Distrito Federal.


Planalto pode negociar dívida com municípios semelhante ao modo feito com Estados

Quarta, 06 de Julho por :Camila Mattos // Foto: Beto Barata / PRIMAGEM_NOTICIA_5

O Palácio do Planalto pode negociar as dívidas dos municípios de modo semelhante àquele com que foram tratadas as dívidas dos Estados. A expectativa é que as conversas comecem depois que o Congresso aprove o projeto de lei do acordo de negociação firmado entre o governo interino de Michel Temer (PMDB) e os governadores. Apesar da possibilidade, a equipe econômica do governo federal tem resistência a voltar a discutir a dívida, de acordo com a Folha. “Não temos espaço fiscal mais. Os municípios foram os maiores beneficiados na primeira rodada de renegociação a partir da lei de 2014, que mudou os indexadores”, afirmou Ana Paula Vescovi, secretária do Tesouro, à publicação. Segundo Ana, houve uma redução de 65% da dívida das prefeituras e a renegociação com os Estados é “um rescaldo” da rodada com os municípios. O Planalto tem sido pressionado por 180 prefeitos cujas dívidas somam R$ 63 bilhões para ter tratamento igual àquele dado aos Estados – alongamento da dívida em 20 anos com seis meses de carência sobre as parcelas do financiamento. Os prefeitos ameaçam entrar com ações no Supremo Tribunal Federal (STF) para forçar uma negociação.


Com crise econômica, quase 3 milhões de pessoas ficam sem seguro-desemprego

Sabado 28 de Maio, por Camila Matos//Foto: Marcos Santos / USP Iimagens
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O aumento do desemprego e o agravamento da crise econômica já fizeram com que quase 3 milhões de brasileiros perdessem o direito de usar o seguro-desemprego. O benefício é pago pelo governo por cinco meses e tem valor máximo de R$ 1.542. Porém, como há menos vagas disponíveis, muitos não conseguem encontrar trabalho a tempo. De acordo com a Folha de S. Paulo, 542,4 mil pessoas receberam a última parcela do seguro-desemprego neste mês. Desde o início do ano, 2,862 milhões de pessoas perderam o direito ao benefício. Dados do Ministério do Trabalho apontam que, em relação ao ano passado, o número é 8% superior. Ao mesmo tempo, o número de vagas fechadas é superior ao das que abrem. Em abril, o mercado de trabalho formal encerrou 62.844 postos de trabalho.