Ex-braço-direito de Janot negociou migração para defesa da JBS

Domingo,28 maio por Juliana Ribeiro/Foto: Reprodução

Marcello Miller, ex-procurador da Lava Jato, é um dos responsáveis pela negociação do acordo de leniência

O ex-braço-direito do procurador da República, Rodrigo Janot, Marcello Miller negociou por meses sua ida para o escritório responsável por negociar o acordo de leniência da JBS. De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, a exoneração do MPF foi no dia 4 de março, três dias antes de Joesley Batista gravar conversa com Michel Temer.

A exoneração de Miller, porém, só foi publicada um mês depois, 5 de abril. Oficialmente, ele se tornou sócio do escritório de advocacia em 15 de maio.


Sérgio Moro absolve Cláudia Cruz em processo por lavagem de dinheiro e evasão de divisas

Quinta feira, 25 de Maio, por Juliana Ribeiro /Foto: Reprodução/

O juiz Sérgio Moro absolveu a mulher do ex-presidente da Câmara de Deputados Eduardo Cunha, Claudia Cruz, dos crimes de lavagem de dinheiro e de evasão fraudulenta de divisas em ação relacionada à Operação Lava Jato, nessa quinta-feira (25).

 De acordo com Moro, não há prova suficiente de que ela teria agido com dolo.

Apesar disso, o juiz determinou o confisco de 176.650 francos suíços, depositados em uma conta na Suíça. O valor corresponde a cerca de R$ 560 mil. Moro justificou o confisco dizendo que  a conta era comandada por Eduardo Cunha, que já foi condenado pelo crime de lavagem de dinheiro.

Esta é o único processo que Claudia Cruz responde pela Lava Jato.


OAB protocola 16º pedido de impeachment contra presidente Michel Temer

Quinta feira, 25 de Maio por Camila Matos

Foto: Eugenio Novaes / OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou um pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer nesta quinta-feira (25). É o 16ª requerimento de deposição interposto contra o atual presidente. A Ordem decidiu, em uma reunião extraordinária no último sábado (20), por 25 votos a um, pelo pedido de instauração do processo. O requerimento foi realizado após a divulgação de uma gravação entre o empresário Joesley Batista e Temer. De acordo com a OAB, o áudio contém prova material suficiente para que o chefe do Executivo seja impedido. Após a divulgação do material, 12 pedidos de impechment foram protocolados. Dentre as denúncias contra Temer, a OAB aponta a omissão por ter ouvido que Joesley comprou procuradores e juízes no processo da Lava Jato e não ter denunciado a ação ao Ministério Público. “Houve a comunicação, pelo interlocutor, da ocorrência de ao menos um tipo penal certo, que emerge da afirmação de que possui um contato não republicano, dentro da força tarefa do Ministério Público Federal, que lhe está passando informações, caracterizando, supostamente, crime de violação de sigilo funcional”, diz a decisão. O pedido ainda reforça que a Constituição Federal define como crime de responsabilidade os atos do presidente que atentem contra o cumprimento das leis. A Ordem requer que Temer perca o mandato e que fique inabilitado para exercer cargo público por oito anos. Durante coletiva realizada no salão verde da Câmara dos Deputados nesta quinta, o presidente da OAB, Claudio Lamachia, explicou o pedido protocolado na casa legislativa. “O presidente declara [nas coletivas que realizou posteriormente] que escutou deste empresário, que ele denominou como fanfarrão e como delinquente, todos aqueles crimes. E de nada naquele momento, nada fez ao que escutou. Esse é o fato que tornou-se incontroverso a partir da própria declaração do senhor presidente da República”, explicitou. A entidade requereu que cinco testemunhas sejam inquiridas ao longo do processo: os donos da JBS, Joesley Batista e Wesley Batista; Ricardo Saud, diretor da J&F; o diretor executivo de relações institucionais da JBS, Francisco de Assis e Silva e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Caso aprovado, o pedido irá correr na Câmara dos Deputados e depois no Senado Federal. A Ordem também entrou com pedido de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, que foi cassada. 


URGENTE: TEMER REVOGA A AÇÃO DO EXÉRCITO NA ESPLANADA

Quinta feira, 25 de Maio por Camila Matos

Após críticas, o presidente Michel Temer (PMDB) decidiu revogar o decreto que autorizou o uso de tropas das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios. A decisão foi publicada em uma edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (25). No texto, o presidente afirma que considerou a “cessação dos atos de depredação e violência e o consequente restabelecimento da Lei da Ordem no Distrito Federal”. Essa revogação acontece menos de 24 horas após a assinatura do decreto que autorizou o envio de tropas para a Esplanada. No momento, manifestantes protestavam pela saída de Temer do governo e contra as reformas propostas pelo Planalto. Grupos chegaram a atear fogo no Ministério da Agricultura e um manifestante acabou baleado.


Ministro classifica como ‘vandalismo’ atos contra Temer em Brasília

Quarta, 24 de Maio por Camila Matos Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Manifestantes invadiram ministérios e atearam fogo, em protesto favorável à renúncia do presidente da República

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, classificou como “vandalismo” os protestos favoráveis à renúncia do Presidente Michel Temer  (PMDB), em Brasília, na tarde desta quarta-feira (24).

Em pronunciamento, o aliado do peemedebista afirmou que as manifestações são “desrespeitosas”, pois “agridem” o patrimônio público e “ameaçam” os servidores que trabalham nos ministérios. Enquanto Jungmann fazia o anúncio, manifestantes ocupavam a Esplanada dos Ministérios para pedir a saída do presidente Michel Temer do governo.  AO VIVO: Acompanhe em tempo real as manifestações em Brasília contra Temer

Ao pontuar que falava pelo presidente, Jungmann disse que Temer considerou “inaceitável” e que “não permitiria” tais atos. O ministro informou ainda que convocará tropas federais para policiar os prédios do governo.

Nesta quarta, manifestantes invadiram os ministerios do governo e atearam fogo. As instalações precisaram ser evacuadas. FOTOS: Manifestação em Brasília contra governo Temer

O decreto assinado por Temer foi publicado em uma edição extra do “Diário Oficial da União” e prevê o emprego das Forças Armadas entre 24 e 31 de maio. A ordem é assinada pelo presidente, por Jungmann e pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen.

 


Temer diz a senadores que fica na Presidência até o fim do mandato

Quarta, 24 de Maio por Camila Matos 

APENAS CINCO DOS 22 SENADORES NÃO PARTICIPARAM DO ENCONTRO, ENTRE ELES RENAN CALHEIROS. FOTO: MARCOS CORRÊA

Brasília- DF, Brasil- Reunião com Senadores do PMDB. Foto: Marcos Corrêa/PR

Durou cerca de quatro horas a reunião do presidente Michel Temer com integrantes da bancada do PMDB no Senado. Cinco dos 22 senadores peemedebistas não participaram da reunião, entre eles o líder do partido Renan Calheiros (AL).

O presidente Michel Temer repetiu a senadores do PMDB, durante reunião nesta quarta-feira (24), que só deixará a Presidência quando seu mandato terminar. Ele disse aos senadores que vai ficar até dia 31 de dezembro de 2018. Em pronunciamento e entrevistas, Temer já havia afirmado que não cogita renunciar.

Na reunião, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), aproveitou para criticar o senador Renan Calheiros, que é líder do PMDB no Senado.  Jucá disse que Renan não o representa nem representa a maioria da bancada. E pediu uma nova reunião para discutir a situação da bancada.  O senador Jader Barbalho (PMDB-PA), por sua vez, fez críticas ao Ministério Público e à delação da JBS, defendendo a criação de uma CPI.

O Planalto não informou a pauta da reunião. O presidente do Senado, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), esteve presente no encontro. Além de Renan, não participaram da reunião os senadores Eduardo Braga (AM), Zezé Perrela (MG), Kátia Abreu (TO) e Roberto Requião (PR), os dois últimos aliados do PT no governo passado.

A reunião da bancada peemedebista com o presidente foi organizada pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá, e a presença maciça dos parlamentares pode ser considerada uma pequena manifestação de força do presidente.


Dep:Aleluia (DEM) quer extradição de Joesley: “Ele vai ter que voltar”

quarta feira, 24 de Maio por Juliana Ribeiro//Foto: Agência Câmara

O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA) entrou com representação no Ministério de Relações Exteriores para que seja formalizado pedido de extradição de Joesley Batista. O pedido leva em consideração a repercussão da delação do sócio da JBS na política e na economia do país, além dos “fortes indícios” de que Joesley teria atuado no mercado de câmbio antes de o conteúdo da delação se tornar público. Aleluia também argumentou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu processos administrativos para apurar se empresas e fundos ligados à JBS tiveram acesso a informações privilegiadas sobre o teor do acordo. “Nosso pedido tem como base investigações sobre insider trading e outros crimes contra a ordem econômica que estão fora do acordo com a PGR. Cabe ressaltar que Joesley lucrou com a confissão de seus crimes ao especular contra o país em cima de sua delação”, avaliou Aleluia. Veja abaixo o requerimento.


Exclusivo:JBS oferece R$ 4bi em acordo de leniência

Quarta feira, 24 de Maio por Juliana Ribeiro Foto Divulgação

De acordo com as informações apuradas pela imprensa, a qual  diz que a JBS refez sua oferta na negociação da leniência, colocando sobre a mesa a cifra de R$ 4 bilhões – é quase o triplo do oferecido na sexta-feira.

Para tentar quebrar a resistência do MPF, a JBS alega que a Odebrech, acusada pelo mesmo Ministério Público de desviar dos cofres públicos R$ 40 bilhões, pagou R$ 10,5 bilhões em propinas e acertou na leniência a restituição de R$ 6,8 bilhões. A JBS, por sua vez,obteve R$ 8 bilhões do BNDES e pagou R$ 1 bilhão em propina.A bola agora está com os procuradores.


Morreu mais um pintinho essa noite e caiu dos gambá nas armadilhas”

Segunda feira, 22 de Maio, por Camila Matos  via o Antagonista

Ministério Público Federal denuncia Lula e mais 12 no caso do sítio de Atibaia

De todas as provas anexadas à denúncia do sítio de Lula, talvez as mais simbólicas sejam e-mails enviados pelo caseiro Maradona ao Instituto Lula, em 2014, com informações sobre a rotina do imóvel. Um dos e-mails, com o título “lago e pato”, traz seis anexos de fotos do lago e pedalinhos (os já famosos), adquiridos por um segurança de Lula – como O Antagonista revelou.

Em outro email, intitulado “armadilha”, o caseiro informa que “morreu mais um pintinho essa noite e caiu dos gambá (sic) nas armadilhas”. Em outro, com o título “pintinho”, ele avisa que a “pirua (sic) esmagou os três pintinhos de pavão que estava (sic) com ela”.